Páginas

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Morreu um Mestre

Morreu o guitarrista Fontes Rocha. Habita agora no céu do panteão dos deuses da guitarra portuguesa em são convívio com Carlos Paredes. Glória aos mestres! Que não morram na memória dos Homens!

quinta-feira, 28 de julho de 2011

O Estado de Graça do Governo


Estamos a viver um tempo de ruindade. Uma crise aguda como esta que o país atravessa é uma porta que revela o que de melhor e de pior existe dentro de cada um de nós e á nossa volta. O egoísmo manifesta-se, o cinismo, são cada vez menos tortuosos os caminhos para a crueldade, para a chegar a qualquer lado sem olhar a meios. Chegámos a um tempo em que se manifestam os rancores, as raivas, as invejas, as amarguras, crescentemente a violência endémica vai crescendo, cada vez mais exterior. E a impaciência. A indignação sem cuidar de saber, sabendo apenas por ouvir dizer, sem inteligência, cada vez mais boçal e alarve.
É um tempo ruim. Da manipulação da verdade. Montaigne assinalava que o inverso da verdade tem mil formas e, eu diria, que de mil formas se mascara a raiva surda que escorre contra quem ou aqueles que procuram modificar a situação de aflição colectiva onde nos encontramos.
O governo de Passos Coelho não teve tempo para se sentar. Uma das máscaras do inverso da verdade é-lhe atirada como uma pedra: ele terá dito que não se desculparia com o passado. Mas não foi isso que ele disse. - Não me irei desculpar com o passado!...se falhar os seus objectivos.
Porém, nem tempo se lhe dá para colocar objectivos e já se acusa por ter falado de ter recebido um desvio colossal nas contas públicas.
Não sei se recebeu ou não. Sei, pois ouvi, que não se iria desculpar com o passado, caso falhasse. O problema maior é que ainda não teve tempo de falhar. E as beatas oficiosas, prontas para degolar quem surge com uma única ideia, mesmo que seja uma pequena ideia, já lhe atiram as primeiras pedras.
É impossível um governo, seja ele qual for, cortar com o passado. O passado é a memória. O instrumento mais poderoso para construir sonhos e deles fazer obras.Para o bem e para o mal, amputar ou rejeitar o passado é recusar a sustenção culta e sábia de um poder ou de qualquer acção. Mobilizar o passado é a alavanca essencial para projectar e construir.Espanta-me ouvir homens sérios acusar o actual primeiro ministro de ter cometido o pecado de falar no passado. É um sinal que estamos a produzir demência em vez de racionalidade organizada.
Vivemos mesmo um tempo propício aos homens ruins e este governo nem terá tempo de respirar. Os fariseus já começaram a atirar as primeiras pedras com uma terrível drama pelo meio: é que, perdidos de soberba, nenhum se reconhece como pecador. Como será daqui a seis meses? Não sei mesmo. Mas assim, não iremos muito longe. 

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Dia Histórico Para Santarém


Amanhã, dia 26 de Julho de 2011, o senhor Secretário de Estado do Ambiente está em Santarém.Vem inaugurar o sistema de ETAR's de Santarém, nada mais nada menos do que quatro, que põem um ponto final naquilo que era o contributo deste concelho para a poluição do rio Alviela.
São quatro. Póvoa de Santarem/Verdelho, Pernes, Amiais e Alcanede. Um investimento que vai chegar aos 12,5 milhões de euros mas que, finalmente, reforça a dignidade de Santarém, amiga do ambiente. É certo que o problema maior está em Alcanena, concelho vizinho, mas se tudo correr bem, brevemente também terminará as suas obras.
Agora, para nós, é um dia histórico. Que conclui muitos anos de luta, de combate, desde manifestações, a insurreições, a festivais, a abaixos-assinados, tudo valeu para que este dia chegasse.
Amanhã é o primeiro dia das nossas vidas. Libertos deste enorme fardo. Mais limpos e mais inteiros.
É uma obra gigante que está a ser realizada. Brevemente é a última Etar, a do Vale de Santarém, que vai arrancar para melhor proteger a bacia do Tejo e, para compôr o ramalhete, em 2013 estarão terminados 50 milhões de obras de saneamento e águas, colocando Santarém acima da média europeia de saneamento, ou seja, passa dos 62% que tinha em 2005 para 93%.
Hoje é a última noite que durmo com o pesadelo do Alviela. Valeu a pena. Por Santarém e por Portugal. Amanhã somos todos melhores. Bem haja a quem desenhou. Bem haja a quem construiu. Bem Haja a quem lutou durante tantos anos pela chegada deste dia. Bem hajam, aqueles que me acompanharam destes últimos cinco anos nesta árdua mas agora doce caminhada. É uma valiosa prenda que entregamos aos nossos herdeiros. Amanhã, já dormiremos todos mais livres e mais sossegados. O Alviela, nosso irmão, não será mais maltratado. Viva Santarém

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Um Crime contra a soberania do País

O governo anunciou as privatizações impostas pelas negociações com a troyka e no dia seguinte as Agências de 'Rating' começaram a despedaçar a credibilidade (a pouca que restava) das finanças portuguesas. Deixou de ser uma avaliação, pois nem deram tempo a que as medidas que o Governo tem obrigação de implementar fossem efectivadas. Ainda por cima sabendo que o novo Governo está em funções há duas semanas.
Aquilo que se passou é um verdadeiro ataque criminoso contra os interesses de Portugal. Deixou de ser um caso de política e passou a ser um caso de polícia.O golpe é claro, desvalorizar o património nacional, desvalorizar os bancos portugueses, expôr a nossa riqueza aos interesses de quem está por detrás destas Agências.
Sei que existe uma queixa-crime contra estes fulanos na PGR. Sei da ansiedade que procura corruptos, delapidadores das contas públicas, gente sem escrúpulos que enriquece á custa de Portugal e de países mais expostos. Sei que não é dificl fazer prova contra estas Agências. É preciso saber quem lhes paga, quem lhes paga e ao mesmo tempo se aproveita das nossas fragilidades. Pois isto deixou de ser um caso de endividamento ou mais ou menos liquidez. O acordo com a troyka permitiu realizar esse desiderato. Mas pelos vistos, essa canalha, mercenários da especulação, nem isso respeitam. Estes são os verdadeiros bandidos a quem deve ser dada caça implacávelmente e metê-los e cadeia por traição e terrorismo. Terrorismo, digo bem. Estas bombas usadas desta maneira provocam mais danos de que outras bombas que o anti-terrorismo persegue. E é preciso um escândalo. Com a UE de joelhos quando se sabe que esta crise é sobretudo um ataque ao euro para salvar a economia americana, neste momento com a sua dívida soberana nas mãos dos chineses, há muito que a UE deveria ter arranjado alternativas a estes mercenários. Fazer prova e prendê-los. É o maior acto de patrotismo que hoje Portugal merece para se salvar de criminosos sem escrúpulos.

terça-feira, 5 de julho de 2011

O Arranque do Cluster do Cavalo em Santarém


Quando começámos esta caminhada - construir um sonho velho - para a criação de um cluster do cavalo que promovesse a ressurreição dos campos, multiplicar o esplendor deste belo animal, por cem, por mil, sabíamos que qualquer passo seria difícil, cercado pelos discursos pessimistas, até por insultos, que neste tempo ruim que atravessamos presta-se ao fatalismo e á espera de um destino trágico. Combater por um sonho, transformá-los em realidade, é dos maiores prazeres que a existência nos proporciona, mas também obriga á escolha de trilhos dificeis de vencer.
Foram quase dois anos de negociações. Umas vezes discretas e serenas, outras vezes exaltadas. Da procura de parceiros, da procura do melhor.Santarém merece o melhor, pois ela será dos nossos filhos e netos. Merece todos os combates, até a solidão das humilhações, merece que se aposte com toda a genica e paixão no futuro. Pouca importa a insónia.Pouco importam as dificuldades. É urgente combater até ao tutano das forças.
Um dia contarei aos meus netos como se fez esta caminhada. Desde a terrível negociação para enriquecermos o património de Santarém com a ex-Escola Prática de Cavalaria, pela criação da Cidade Judiciária, pela recuperação de dezenas de milhões euros para saneamento e remodelação do espaço público. Um dia contarei aos meus netos como foi possível sonhar e transformar os sonhos em obras. Este que agora começa, com poderosos parceiros internacionais, entregando a Santarém uma das maiores alavancas do seu futuro, ainda vai no princípio mas é irreversível. Vai dar esplendorosos frutos. E sabe bem guardar no silêncio dos segredos as dores, o sofrimento, a ansiedade, o medo, a dúvida, assim como as certezas que devagar se vão descobrindo. Ressuscitar campos e prados, multiplicar a riqueza que escasseia,entregar esperança e mais esperança e objectivos de combate é coisa que nos torna mais vivos.
Neste dias ruins, sob o pesadelo das crises, dos temores, da miséria, das mil dificuldades, inventar um pedaço de sol sabe a mel e a romãs.
Um dia contarei aos meus netos como valeu a pena ser Presidente da Câmara, entregando todos os dias a alma inteira a uma comunidade que é muito mais nobre do que qualquer pobre umbigo. E sei, depois do arranque deste cluster do cavalo, que vou cumprir aquilo que lhes prometi no dia em que comecei esta jornada: O avô vai e vai fazer com que, um dia, quando olharem Santarém, tenham orgulho de cada passo que dei, de cada contributo que realizei por toda aquela gente. Foi um juramento com lágrimas de comoção. Hoje começa a ser um sorriso com ternura no olhar. E se, S.Francisco nos ajudar, S. Francisco do nosso Convento renascido, será um abraço de risos daqui por mais alguns meses. Falta apenas um outro grande passo: honrar compromissos financeiros. E pese as desculpas das crises, sei que não precisarei delas na hora da partida. Porque os cavalos não se abatem. Dão asas. Ganham asas quando a corrida começa e agora começou. É espantosa a força dos cavalos. E são belos. E fascinam. Talvez seja essa a razão que, desde ontem, recebemos contactos de mais gente do Brasil, para além do Jockey de São Paulo, da Alemanha, de Espanha e de Portugal, que querem associar-se a este desafio. Começámos agora a andar pelo sonho. Mais seguros. Com a certeza de que Santarém, mátria da Liberdade, vai caminhar para um futuro menos feio, até diria belo, como um cavalo a galope num prado primaveril.  

segunda-feira, 27 de junho de 2011

As Canelas de Miguel Relvas

Já se percebeu, embora não compreenda, que a indigitação de Miguel Relvas para ministro não é digerida pelo seu companheiro de Partido, o prof. Marcelo Rebelo Sousa. No seu habitual comentário televisivo, por duas semanas consecutivas, o prof. atirou-se a Relvas. Confesso que não percebo. Aquilo que seria inacreditável é que Miguel Relvas estivesse fora do governo.
Foi o primeiro apoiante de Passos Coelho. Apoiou-o activamente quando o agora primeiro ministro foi candidato vencido à liderança do PSD e se confrontou com Manuela Ferreira Leite e Pedro Santana Lopes. Fez sempre a seu lado o caminho das pedras, fez parte do grupo dos estignatizados e banidos deliberadamente das listas do PSD, partilhou com Passos Coelho todos os dias do novo caminho que que haveria de os levar á conquista do PSD no confrotno com Aguiar Branco e Paulo Rangel. Foi ao lado de Passos que Relvas esteve, como poucos, ao lado do seu líder como secretário geral, na termenda campanha eleitoral que haveria de levar o PSD á responsabilidade de governar o país. Relvas foi as costas de Passos Coelho. O apoio não só do partido mas na disputa externa contra os adversários políticos. Esteve em todas. Co-responsável nas derrotas e depois nas vitórias. Como não continuar a acompanhar o seu amigo, muitas vezes na caminhada solitária, para o poder? Como se faz isto sem que aquilo que é o vínculo mais importante que une os homens - o valor da amizade, da solidariedade? Relvas merece políticamente ser ministro. Merece-o pela experiência intensa vivida, inteira e solidária. Merece-o pela sua própria experiência política, bastante para perceber no ar que dividir só serve para outros reinarem. Que esta atitude do prof. Marcelo é incompreensível porque levanta problemas que imagina mas que não se prevêm. Aliás as suas duas grandes previsões sobre o governo falharam. Falhou a eleições de Fernando Nobre e borregou o seu anúncio de Bernardo Bairrão como secretário de Estado. 
Este desabafo magoa-me. Porque não percebo. Não percebo um homem que admiramos, como é o caso de Marcelo, não percebo. Pois é claro que alguma coisa escondida por detrás desta animosidade.Alguma coisa que tem a ver com anteriores ou com futuras memórias. E não faz sentido. Este governo tem uma semana. Nem respirou. Não valerá por este ou por aquele indivíduo mas pelo que, no seu conjunto, vai ou não fazer por Portugal. Começar a matar ministros antes de tempo é apenas lançar ataques ncompreensíveis que nem poupa o estado de graça.
Não sei se Relvas vai ser um grande ou pequeno ministro. É cedo para esse juízo. Mas é um homem certo no sítio que merece. Por acção. Por crença. Por lealdade. Esperemos que corra bem a Relvas, a Passos Coelho e ao governo a caminhada que agora iniciam. Portugal bem precisa. Precisa tanto e com tanta emergência que qualquer pedra posta perversamente na engrenagem não faz apenas mal ao´governo mas ao momento crítico que o país atravessa.    

quarta-feira, 1 de junho de 2011

O Voto no Programa do PSD

Tal como outras campanhas eleitorais, esta rolou sob a intensidade emotiva que procurava abraços e beijos e comentários cruzados sobre episódios produzidos pelo caudal informativo. Não houve um único dia que não se discutissem, e fossem ordem do dia, falsos acontecimentos.Aquilo que era importante não se discutiu. E importante mesmo, talvez o maior problema que temos de viver nos próximos anos, chama-se crise económica e financeira e responde pelo nome genérico de troika. Este é o problema essencial ao qual se junta o desafio essencial que é saber como saímos deste garrote que nos próximos dias vai estrangular as famílias, as empresas, o país.
Tive o cuidado de ler o programa de todos os Partidos. Nas última eleições votei em branco e decidi que, desta vez, não tornaria a fazê-lo. Não votar neste dia decisivo é comprometer o futuro dos meus filhos e dos meus netos. Sem um pingo de emoção, devo dizer que o PSD é o único partido que apresenta um programa que inscreve os dois desafios sem procurar culpados e sem desafio das reformas. Devo dizer que também li minuciosamente o programa da troika. É de uma dureza extrema e não tenho dúvidas de que vão ser grandes as dificuldades para o cumprir. É claro que destas eleições tem de sair um governo com grande força social e política e não deixa de ser claro, já que a camapnha se perdeu em folclores,que no dia 6 é preciso começar a trabalhar depressa para sairmos da curva apertada do nosso destino colectivo.
Julgo por outro lado, que a campanha não podia ser de outra maneira. Em Portugal cultivou-se o culto da irresponsabilidade. Isto é, se é mau, não queremos saber, mesmo que tenhamos de viver. Se é bom, todos queremos saber e partilhar. É esta fuga á má notícia que o célebre discurso do engº´José Sócrates proferiu quando terminaram as negociações com o FMI. O discurso do Não. Não aumenta isto, não aumenta aquilo, não se corta aqui, não se congela ali. E não disse uma única palavra sobre o que era necessário fazer. E até hoje não abriu a boca para o fazer.É genial do ponto de vista dos seus auditores.Sócrates percebe como poucos aquilo que as pessoas gostam de ouvir e esta intuição rara fez-lhe sempre arrecadar apoios inimagináveis.Mas uma coisa é aquilo que se diz e faz (é inesquecível a mensagem do último congresso do PS onde no final apenas se agitavam bandeiras nacionais em detrimento das bandeiras partidárias). Recordo, ainda, a forma hábil como durante meses, e já se sabendo em todo o lado, que era inevitável uma intervenção externa e ele recusava, apelidando de anti-patriotas e inimigos de Portugal aqueles, muitos deles do próprio PS, que reclamavam essa ajuda, e, de repente, quando se dá a reviravolta, ele conseguiu num passe de mágica ser o interlocutor do próprio FMI. Outro homem ter-se-ia demitido. Ele não. Aí está disponível para trabalhar com o seu inimigo declarado. Porém, esta capacidade táctica e esta intuição rara sobre aquilo que as massas gostam, não chegam para aquilo que está á nossa porta. Julgo que o próprio Sócrates, para o seu feitio e maneira de ser, não aguentaria dois meses de medidas austeras sem pelo meio trazer aquilo que ele chama 'de boas notícias'. Não vai haver boas notícias nos próximos anos. A única hipótese de salvação é cumprir planos de trabalho e objectivos. Dizer a verdade mas explicando-a. Ou seja, dizendo que vamos fazer isto que é ruim para que amanhã produza um bom resultado. O tempo não está para improvisos. Obriga ao método, á disciplina na acção política e a uma cultura de solidariedade para a levar a cabo este imenso desafio. E se é verdade que os programas do BE e do PC são verdadeiros tratados de autismo, sem a mínima consciência de que se fizéssemos o que propõem então é que a fome e a miséria se instalaria por muitos anos, não deixa de ser verdade que o programa do PS é igual ao engº Sócrates. É um programa que dá boas notícias, sendo certo, e nasta olhar o programa da troika para se perceber que não passam de boas notícias. É pura e simplesmente irrealizável. Mas agrada a quem o lê ou escuta. É um conto de fadas, só que se fosse aquilo a razão do país nestes próximos anos, o conto não terminaria com o eterno 'foram felizes para sempre'.
É por tudo isto que vou votar no programa do PSD. É frontal, por vezes duro, mas assume o problema e o desafio. É lúcido e sendo realista poupa-nos a piores tormentos. É coerente, tem uma estratégia definida para o País e, sobretudo, sem esconder as dificuldades entrega-nos esperança.
Sei que são poucos os portugueses que votam pelo programa. A esmagadora maioria nem os lê. Vota com emoção, seduzido por discursos vazios ou frases bombásticas, por revoltas ou por adesões afectivas. Porém, convido-vos a ler os vários programas, e claro, com o programa da troika ao lado, passado folha a folha. Façam o exercício de afastamento emotivo e político. Quem ler com olhar crítico tudo aquilo que nos é proposto, através dos programas, não tem alternativa se quer construir um futuro com maior dose de esperança e optimismo. Vota, seguramente, no programa do PSD. E não vale a pena o argumentário em que a nós próprios atribuímos um papel de mentecaptos, do género aquele é mais experiente, ou este é muito verde, e outras tificações pessoais que não falam dos candidatos mas falam de nós. É que, na verdade, todos somos eleitores e todos temos capacidade de ser eleitos. Todos nós temos o direito de aceder a qualquer cargo político. Não são apenas iluminados, os espertos de ocasião, ou aqueles que, por razões da sua vida, exerceram esses cargos.A Constituição dá-nos essa possibilidade por igual. Argumentar daquela forma, pessoalizando casos, a única coisa que estamos a fazer é diminuirmo-nos nos nosso direitos. É assim a democracia. É nosso dever/direito votar e ser votado.E agora, não há mais escolhas infelizmente. Vou votar no PSD. Os msues netos vão agradecer-me o gesto quando forem mais crescidos e me perguntarem o que de bom fiz por eles.