sábado, 28 de abril de 2012

Feira do Livro - Lisboa

Amanhã, domingo, dia 29, partir da 17 horas estarei na Feira do Livro de Lisboa, no pavilhão Leya/Casa das Letras para uma sessão de autógrafos.

terça-feira, 24 de abril de 2012

Miguel Portas partiu.

Era um homem afável e doce. Feliz nas sua convicções e intelectualmente poderoso. E fraterno. Soube da terrível notícia quando comprava cravos para levar a outro amigo que também partiu há pouco tempo - o Vitor, meu vereador e amigo, bruscamente interrompido - e que, tal como o Miguel, deixava que as flores despertassem nesta 'madrugada inteira e limpa' .
Fica aqui a memória magoada em forma desse cravo livre, liberto e quente que ele foi. Com um beijo comovido e perturbado à minha querida amiga Helena Sacadura Cabral, mãe enlevada nos seus rebentos e um abraço ao Paulo, que sei quanto sofre com a perda irremediável do irmão. Há um céu, mesmo para os não crentes, onde todos nos abrigamos e recolhemos. Fernando Catroga chamou-lhe o 'Céu da Memória'. Aí, nessa 'cidade dos pensamentos', na feliz expressão de Antero de Quental, haveremos sempre de encontrar para o abraço que agora faltou, para os 'bons dias' que não se tornarão a escutar. Mas no 'Céu da Memória' não se gastam as saudades porque aí a morte não habita.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Santarem e a Liberdade

Eu sei que por estes dias de amargura, de crise, de aflição, de cintos tão apertados que a fome desespera saltam iras do peito e da voz, onde, com a ansiedade e raiva, se procura o culpado, a entidade, o acontecimento que seja o réu da revolta acumulada. Para muitos, a culpa é do 25 de Abril que abriu a porta aos crápulas, à política livre, aos carreiristas, aos velhacos, aos malandros, ao fartar vilanagem. Tudo isto é gritado, e os gritos em forma de palavras escritas são mais veementes, como essa turba de arrivistas não existisse antes desta data. É um proclamação ímpia e sem memória dos dias e das pessoas que nessa altura, ou antes dessa altura, nos levaram ao atraso, à miséria, à emigração, à guerra e, acima de tudo, proibiam e censuravam e prendiam os gritos de revolta que hoje, mesmo que irresponsáveis e ditados pelo sofrimento. Tive um tio, o meu velho tio Marcelino, que já partiu para outro universo mais justo e limpo, que foi preso por causa de um simples desabafo: 'Que raio de terra esta, onde um homem nem dinheiro tem para comprar um maço de tabaco!'. Foi em 1959. Na ressaca da campanha do Humberto Delgado e valeu-lhe seis meses em Peniche.
Por outro lado, existem muitos que os dias de hoje são assim porque o 25 de Abril não se cumpriu. Porque foi adulterado, prostituído, abocanhado pela corja, pelos bandidos, por toda a corte de gente na qual se projecta a revolta da amargura. Eles são os políticos, sem distinção de género, de personalidade, de individualidade, numa grosseira avaliação da realidade. Eles são os banqueiros, os corruptos, a troika, os impostos, a justiça que não funciona e tantas,tantas razões e motivos que Abril é um cravo moribundo e seco, ultrajado e ofendido, espezinhado pela ganância e pela cobiça.
Não penso assim. Nem de uma forma nem de outra. Cada vez que entro na Escola Prática de Cavalaria, agora Escola Prática do Conhecimento e passo na parada Mongua, onde se perfilaram os soldados que naquela madrugada partiram liderados por Salgueiro Maia, tenho a forte sensação de que o 25 de Abril de que aquele lugar, e aquela madrugada, são o nicho do espaço e do tempo, que acolheu a Esperança e o sonho da Liberdade. Não muito diferente, ou tão igual, à mesma determinação dos revolucionários que há mais de duzentos anos, numa outra madrugada, assaltaram a Bastilha perseguindo a esperança de um mundo marcado pela Liberdade, pela Igualdade e pela Fraternidade. O denominador comum é o mesmo: encontrar o lugar onde se ritualize, intensifique e consolide essa utopia maior que se afirma na procura insaciável da felicidade. De certa forma, o 25 de Abril veio reforçar o espírito e a letra da imortal conferência de Antero de Quental - As Causas da Decadência dos Povos Peninsulares -  onde interpelando o nosso subdesenvolvilmento, exortava para a grande recolução espiritual que nos haveria de libertar das amaras da ignorãncia, do analfabetismo, do embrutecimento cultural que, na sua opinião, nos atrasara em relação so países da Reforma. A Liberdade tem essa dimensão maior, esbelta e cada vez mais perfeita se a sentirmos como a revolução interior de práticas e pensares. E daí que este 25 de Abril, o nosso 25 de Abril, seja o testemunho maior dos nossos tempos pela revalidação dos sonhos de liberdade e tolerância. da aprendizagem culta do conhecimento fraterno e solidário, pela nossa fome de construir mais traços de felicidade para o País que ainda teima, ainda resiste, ainda não foi capaz de produzir o salto em frente vaticinado por Antero há quase cento e trinta anos. Este dia, é pois, o colo da Esperança e do Desejo. O sítio mais abrigado do coração onde medram sonhos e é forçoso que a ele regressemos para que a beleza, a bondade e a grandeza não se apaguem no turbilhão das revoltas e das mágoas. O sítio onde se aconchegam as nossas maiores utopias. Afinal de contas, os nossos maiores amores.

domingo, 22 de abril de 2012

512 anos depois: Somos os mesmos!

Faz hoje 512 anos que a armada de Pedro Álvares Cabral aportou ao Brasil, a Porto Seguro, perante o olhar atónito dos tupiniquins que, pela primeira vez, viam gentes vindas de outras paragens. Releio a Carta de Pêro Vaz de Caminha e comovo-me. Éramos ontem, como hoje, gente com fome de descoberta e com sonhos no lugar do coração. Ontem, como hoje, éramos poetas do desenrasca, talentosos e capazes dos maiores disparates e mais capazes de grandes obras.Ontem, como hoje, falando nesta língua que fabricámos, construímos e apurámos, sempre em sobressalto. Umas vezes na sorna, outras vezes artífices da genialidade. Sempre generosos e brigões, críticos por excelência daquilo que não fazemos e capazes da excelência quando queremos fazer. Nunca despimos a pele de malteses, nem de fadistas almejando fortunas que albergam nas utopias da emoção, nem desistimos quando o sofrimento dói, e por vezes dói tanto, Santo Deus!
Faz 512 anos que aquela armada já levava no leme as dores do cabo da Boa Esperança e os odores das especiarias da Índia. Levava a história da epopeia e do desenvencilhar da desgraça.Das temspestades do medo e dos mares já irmãos. E a miséria e o sonho. Como sempre. Hesitámos assim: entre a miséria e o rasgo de génio que nos leva á realização dos sonhos.Como sempre. Como hoje. E não duvido. Nem por um segundo, nem por um instante, que 512 anos depois, depois de tanta tormenta, de tanto mar, de tanta lágrima, de tanto riso, voltaremos a porto seguro. Agora acostados à nossa terra, de braço dado com a nossa gente.Somos assim. Os maiores rezingões e os maiores poetas. Desta gesta vivida, produzimos Camões e Pessoa, dos temporais que hoje vivemos não sairão riquezas, mas sairão outros poetas capazes de transformar nas nossas mais belas palavras os dias mais  amargos do sofrimento desta angústia que cruza os dias da crise que enfuna as velas da nau por agora viajamos. Faz 512 ano que aportámos ao Brasil. Fecundámos uma pátria irmã que se haveria de parir a sim própria três seculos depois. E regressámos ao ventre materno. Aqui. A este imenso cais falado em português que é o colo de mãe para toda a gente. Que nos conforta de tempestades e tormentas. É por tudo isto que não preciso de vatícinios, nem de visões, nem de profetas que anunciam apocalipses, nem de bruxos augurando a morte desta Pátria que se imortalizou na Língua, na Epopeia, Rainha do improviso, Princesa do disparate, mas valente e rija. Nau Catrineta com um porto seguro sempre na proa. Por maior que seja a descrença, há em nós uma estranha fome de viver que nos empurra sempre e para sempre a caminho do futuro.  Estamos em Abril. O mês que tem um dia que é o sítio onde mora a esperança. Nem vale a pena discutir se valeu ou não a pena esse sítio chamado 25 de Abril. É o cais onde se alberga a esperança. Sejam quais forem as raivas e iras dos oceanos e nos mares. Nem admira que assim seja. Há 512 anos chegámos a Porto Seguro. Era Abril. E ontem, como hoje, as andorinhas chegam sempre em Abril, livres e intensas, como os sonhos que nos habitam e que, já sabemos, são eles comandam a vida. 

terça-feira, 17 de abril de 2012

Militares, não. Bandidos!

A sucessão de golpes de Estado, insurreições, levantamentos ditos militares que têm devastado a Guiné ao longo da última década, não tem a ver com democracia, direitos humanos, liberdade nem com justiça. A cada passo que os homens bons, que as mulheres determinadas, deitam mãos á obra de construir um Estado constitucional, pacífico, apostado nas populações e no desenvolvimento do país, os putativos militares rebelam-se e a principal motivo não é assumir o poder sobre o Estado e sobre o País.O problema é outro e bem mais alarve: o tráfico de droga. Não são comandos de um exército organizado disposto a servir a sua Pátria. São bandos fardados, servos dos cartéis de droga sul-americanos, que ali operam exactamente durante o período em que começaram os golpes militares. A grande plataforma de distribuição para os países do Atlântico Norte e Mediterrâneo.
Não são meros problemas internos nem se resolvem com diplomacia de gabinete. É urgente que a comunidade internacional, que os países da UE, da CPLP assumam responsabilidades efectivas no controlo destes grupos criminosos. É a droga que comanda estas aventuras que destroem dolorosamente a Guiné, a terra quente dos odores doces. É urgente que regresse a paz. E não existem condições internas para que ela seja duradoura. Que não se fechem os olhos a este flagelo. Que não se olhem as fardas com o respeito que devem merecer. São bandidos e como tal devem ser tratados.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Sporting! Isto é tão mau quanto cheira?


Sou sportinguista. Sou sócio. Tenho o Sporting gravado nas emoções. Desejo que ganhe sempre. Com golos feios ou com golos bonitos. Mas não a qualquer preço.Sou contra o jogo sujo e quem entra nesses 'esquemas', seja no futebol ou fora dele, são gente que não passa de crápula, sem carácter, verdadeiros animais disfarçados de pessoas. Também não sou ingénuo e sei que a pulhice está por aí, muitas vezes armada em defensora da moral. Mas há limites.
O Sporting tem razões de sobra para se queixar da arbitragem. Não só nesta temporada. Ao longo dos últimos anos. Não sei se são árbitros corruptos, mas são claramente incompetentes e erram vezes demais.  Porém, não podem ser desculpa para tudo. Apoiei, e apoio, o presidente Godinho Lopes no esforço que tem realizado para que seja mais transparente, mais competente, mais rigorosa a arbitragem. Não só para com o Sporting mas com todos os clubes. Ora é esta mesma razão que me leva a não acreditar que sejam verdadeiras as notícias vindas a público sobre o seu vice-presidente e a possibilidade de ''semear'' provas para acusar árbitros de corruptos. É, a ser verdade, uma prática infame, própria de crápulas.É um comportamento pior do que imoral. É amoral. É uma suspeita que não pode cair sobre o Sporting depois de tudo o que afirmou, defendeu, criticou sobre esta matéria.
Por tudo isto, Godinho Lopes tem de muito rápidamente averiguar e esclarecer esta nebulosa. Não pode esperar pelo tempo lento dos tribunais. Tem que agir internamente para percebermos, todos em geral, e os sportinguiistas em particular se há ou não fundamento nas graves suspeitas contra Paulo Pereira Cristóvão. E tomar medidas urgentes. Ou para repôr a verdade e afastar o nome do Sporting deste triste mal entendido, ou para encontrar a outra verdade de que se suspeita e imediatamente demitir o seu vice-presidente. Por cada dia que passar sem respostas adensar-se-ão suspeitas e desconfianças obscenas sobre o património moral do Sporting. Enquanto a 'verdadeira' verdade não for posta em cima da mesa está suspenso esse combate que foi iniciado contra a incompetência dos apitos ou todo esse protesto será visto como uma farsa maldosa. Queremos ganhar, gostamos de ganhar, exigimos competência na avaliação das condutas. Mas não vale tudo. Só os crápulas não conseguem enxergar os limites da decência. E podemos não ser campeões. Aguentamos. Aguentámos maiores jejuns. Porém, só mesmo a degradação moral maior pode conseguir conviver com esta dúvida. Urge uma resposta clara. E decisões rápidas. O Sporting merece essa coragem.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Aumento dos combustíveis: Somos assim tão tontos?


A sucessão ininterrupta do aumento dos combustíveis é coisa que não entendo e por cada vez que oiço explicá-lo, quer pelos 'explicadores' oficiais que pelos putativos reguladores fico sempre com a ideia de que são desculpas para criança acreditar que não resistem a uma reflexão mais atenta. É uma vergonha aquilo que se está a passar e acho que o Governo, mais cedo do que mais tarde, tem de colocar um travão nesta situação, que cheira a especulação desenfreada que tresanda e, seguramente, está a ser um dos principais travões á economia do país.

domingo, 8 de abril de 2012

Sporting, como vai ser amanhã? Bocejas ou atacas?



Como é que vai ser amanhã, leãozinho? Bocejas ou atacas? Despachamos o Benfica? Ficamos ali quietinhos a vê-los dar baile? Espero que não tenhas andado nos copos nas festas da Páscoa e a coisa seja a sério. Por mim, entrei de dieta desde a hora de almoço á espera do banquete de amanhã. Lembro-me do Manchester e do Metalist e penso que a coisa vai ser farta. Lembro-me do Gil Vicente e fico com vontade de trincar uma maçã, não vá a dieta ser rigorosa demais. Vamos lá. Acorda! Não te armes em gato e põe essas garras de fora.

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Aos Meus Filhos Nuno e Matilde: Parabéns!

Hoje, o Nuno faz 38 anos. A Matilde faz 14. Quis o destino biológico que, com 24 anos de diferença, nascessem no mesmo dia.Acordei e penso neles e dou por mim a fazer contas. Quando ele nasceu, eu tinha 21 anos. Quando ela nasceu, o Nuno tinha acabado o curso de engenharia. Eu dava aulas quando o Nuno nos disse bom dia pela primeira vez naquele choro de despertar para a vida que nos comove até ao tutano dos ossos.Quando a Matilde nasceu, dava aulas, tinha acabado de escrever a série 'Ballet Rose' e preparava-me para escrever 'A Raia dos Medos'.E tempo passou veloz, implacável, mas essas imagens das primeiras horas de vida de cada um, ficaram. São relíquias que ficam na memória de todos os pais. Que sabem descrever, mas não sabem contar, pois o conto tem uma dimensão do coração tão única que só cada um de nós sabe sentir e por mais excelentes que sejam as palavras ficam incompletas por nelas não caberem tanta emoção.E agora tenho 59 anos.Um caminho andado com intensidade, com paixão desprendida, sempre no máximo esforço, um caminho que percorri deixando sinais que, agora, quando já olho com mais frequência os trilhos por onde aqui cheguei, lhe vejo o rasto. Está cheio de vitórias. E de derrotas. Mas que transborda de trabalho, de sacrifício, de dedicação a tudo e a todos aqueles que amei. Porém, nesta já grande caminhada, há três faróis que dão sentido ao caminho que falta andar até ao dia final. Têm nome de gente. São o Luís,(o outro filho que não nasceu a 6 de Abril) o Nuno e a pequena Matilde.E mais três faróis incandescentes: O Francisco, o Henrique e a Isabel, os netos, de quem o Luis e o Nuno são pais. E hoje, dei comigo, outra vez, a fazer balanços e posso dizer, porque sinto, que foram as balizas maiores, o sentido mais sublime, a força vital que me fez continuar, quando as forças fraquejavam, a marca mais profunda que condiciona definitivamente os meus estados de alma. Como de qualquer pai. A infelicidade deles, parte a nossa felicidade. A felicidade deles, destrói os dias da nossa infelicidade. E é por eles que recuso, e hoje bem sei como recuso com firmeza, as lamúrias fatalistas, os bramidos de rancores, os apocaplipses do país anunciados a eito, sem peso nem medida. Dou comigo a pensar, hoje em particular, que foram os meus filhos, são os nossos filhos, o país que iremos ter. O país que não me envergonha, e que assumo com orgulho, porque foi o seu berço, é a sua língua, é a raiz maior que nos prende á vida. E ás palavras. E ás emoções. Á emoção com que escrevo este texto, sabendo que não o deveria escrever. Mas hoje fazem anos dois dos meus filhos. Dois arautos do futuro. Tal como deve haver pelo país, muitos pais cujos filhos nasceram hoje e assim os sentem. E é esta alegria incontida que não me repime as palavras. É cedo. Ainda devem estar a dormir mas o sol já entra pela varanda do meu escritório. E tenho a certeza que, daqui a pouco, quando lhes escutar a voz para lhes dizer dos meus parabéns, ouvir as suas palavras, este sol que por aqui espreita,vai iluminar-se de alegria infinita. Palavras em português, da cor do berço que os viu nascer, neste eterno ciclo de vida amada e vivida, que legitima toda na confiança no futuro do meu país, do país deles,do nosso país com o coração carregado de esperança e determinação.
Neste dia tão especial, dirijo-me a ti, S.Francisco, nosso Irmão Francisco, meu Irmão intenso, para confirmar a tua oração sobre o amor, a vida e a morte e dar testemunho que valeu pena dar tudo para receber de dádiva esta benção divina. Chegou a hora. Não espero mais. Vou escutar a voz do Nuno e da Matilde e dizer-lhe que há sol, um sol pálido ainda, que nós iremos soprar para que nos aqueça os passos e a vontade por muitos mais anos de companhia por este caminhar apaixonado e transcendente pelos dias melhores do nosso país.  

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Uma Santa Páscoa para todos!

Uma Páscoa feliz para todos e que seja aquilo que se celebra. O fim da Morte e a Ressurreição da Vida. Para que seja um ponto de encontro com a confiança e o futuro menos carregado de preocupações.

Obrigado, Fernando Caeiros



Depois de ter sido um ilustre Presidente de Câmara, Fernando Caeiros foi, por votação de todos os autarcas do Alentejo e da Lezíria, o representante dos municípios junto da CCDR-Alentejo, para as questões relacionadas com a execução dos Fundos Comunitários. Terminou ontem as suas funções e, em nome de Santarém, expresso-lhe a minha homenagem e agradecimento. Tendo feito a sua carreira política sob a bandeira da CDU, compreendeu que a função de que estava incumbido ia muito para além dos estreitos corredores da vida partidária e a sua acção foi realizada com a elevação de um homem pobro, de carácter, de empenho no serviço público que merece reconhecimento público. Com ele a política ganhou nobreza e todo o Alentejo e os municípios da Lezíria tiveram nele um homem preocupado, dedicado, pedagogo, ajudando neste longo e enorme processo de desenvolvimento regional. É um cidadão ilustre que merece o nosso aplauso. E a nossa eterna gratidão.