sexta-feira, 1 de junho de 2012

Dia Internacional da Criança: Crianças Soldados

Esta imagem vem do Congo. Já não é recente. Não tenho a certeza se estas crianças ainda estão vivas ou se já morreram em combate. Também não sei em qual dos combates poderão ter morrido. Nem as causas por que lutam. Se é que sabem. Não sei. Elas também não devem saber. Só sei que esta fotografia não devia existir. Nem estas armas. Apenas os sete putos. E já agora com um sorriso. Um simples sorriso. Quem lhes ensinou as armas, não teve tempo para lhes ensinar um sorriso. É por isso que eu não sei em qual combate terão morrido. Pelo menos os sorrisos já morreram. Bom, mas hoje é o Dia Internacional da Criança. Devemos eleger a felicidade como desejo, a esperança de um bom caminho até à idade adulta como voto. faça-se de conta que esta fotografia não existe. É melhor, não é? Pois, é bem melhor. Ficamos mais sossegados. E em paz. Em paz????

2 comentários:

  1. «Seus filhos não são seus filhos,
    são os filhos da Vida desejando a si mesma.
    Eles vêm através de vocês mas não são de vocês,
    e embora estejam com vocês, não lhes pertencem.
    Vocês podem lhes dar seu amor mas não seus pensamentos,
    pois eles têm seus próprios pensamentos.
    Vocês podem abrigar seus corpos mas não suas almas,
    pois suas almas vivem na casa do amanhã, que vocês não podem visitar.
    Vocês podem lutar para ser como eles mas não procurem torná-los iguais a vocês,
    pois a vida não volta para trás nem espera pelo passado.
    Vocês são o arco de onde seus filhos são lançados como flechas vivas.
    O Arqueiro vê o alvo no caminho do infinito e Ele curva vocês com seu poder,
    para que suas flechas possam ir longe e rápido.
    Deixem que o seu curvar-se na mão do Arqueiro seja pela alegria,
    pois enquanto ama a flecha que voa, Ele também ama o arco que é firme.»

    (Adaptação de "O Profeta" de Khalil Gibran)

    Um bloge interessante. Obrigado.
    Abraço

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  2. MENINO COM MEDO

    Menino de mãos vazias encantadas.
    Menino nos olhos trazes a esperança,
    De ver tuas mãos carregadas,
    De amor e não de desconfiança.

    Abres tuas mãos à chuva que cai,
    E vés que nelas nada abunda.
    Pedes à esperança que se vai,
    Alento no caminho que tarda ainda.

    Menino de mãos vazias,
    Que estão cheias de esperança,
    De caminhar todos os dias,
    A lembrar que ainda és uma criança.

    Lúcia Penas
    Abraço

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