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terça-feira, 17 de abril de 2012

Militares, não. Bandidos!

A sucessão de golpes de Estado, insurreições, levantamentos ditos militares que têm devastado a Guiné ao longo da última década, não tem a ver com democracia, direitos humanos, liberdade nem com justiça. A cada passo que os homens bons, que as mulheres determinadas, deitam mãos á obra de construir um Estado constitucional, pacífico, apostado nas populações e no desenvolvimento do país, os putativos militares rebelam-se e a principal motivo não é assumir o poder sobre o Estado e sobre o País.O problema é outro e bem mais alarve: o tráfico de droga. Não são comandos de um exército organizado disposto a servir a sua Pátria. São bandos fardados, servos dos cartéis de droga sul-americanos, que ali operam exactamente durante o período em que começaram os golpes militares. A grande plataforma de distribuição para os países do Atlântico Norte e Mediterrâneo.
Não são meros problemas internos nem se resolvem com diplomacia de gabinete. É urgente que a comunidade internacional, que os países da UE, da CPLP assumam responsabilidades efectivas no controlo destes grupos criminosos. É a droga que comanda estas aventuras que destroem dolorosamente a Guiné, a terra quente dos odores doces. É urgente que regresse a paz. E não existem condições internas para que ela seja duradoura. Que não se fechem os olhos a este flagelo. Que não se olhem as fardas com o respeito que devem merecer. São bandidos e como tal devem ser tratados.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Sporting! Isto é tão mau quanto cheira?


Sou sportinguista. Sou sócio. Tenho o Sporting gravado nas emoções. Desejo que ganhe sempre. Com golos feios ou com golos bonitos. Mas não a qualquer preço.Sou contra o jogo sujo e quem entra nesses 'esquemas', seja no futebol ou fora dele, são gente que não passa de crápula, sem carácter, verdadeiros animais disfarçados de pessoas. Também não sou ingénuo e sei que a pulhice está por aí, muitas vezes armada em defensora da moral. Mas há limites.
O Sporting tem razões de sobra para se queixar da arbitragem. Não só nesta temporada. Ao longo dos últimos anos. Não sei se são árbitros corruptos, mas são claramente incompetentes e erram vezes demais.  Porém, não podem ser desculpa para tudo. Apoiei, e apoio, o presidente Godinho Lopes no esforço que tem realizado para que seja mais transparente, mais competente, mais rigorosa a arbitragem. Não só para com o Sporting mas com todos os clubes. Ora é esta mesma razão que me leva a não acreditar que sejam verdadeiras as notícias vindas a público sobre o seu vice-presidente e a possibilidade de ''semear'' provas para acusar árbitros de corruptos. É, a ser verdade, uma prática infame, própria de crápulas.É um comportamento pior do que imoral. É amoral. É uma suspeita que não pode cair sobre o Sporting depois de tudo o que afirmou, defendeu, criticou sobre esta matéria.
Por tudo isto, Godinho Lopes tem de muito rápidamente averiguar e esclarecer esta nebulosa. Não pode esperar pelo tempo lento dos tribunais. Tem que agir internamente para percebermos, todos em geral, e os sportinguiistas em particular se há ou não fundamento nas graves suspeitas contra Paulo Pereira Cristóvão. E tomar medidas urgentes. Ou para repôr a verdade e afastar o nome do Sporting deste triste mal entendido, ou para encontrar a outra verdade de que se suspeita e imediatamente demitir o seu vice-presidente. Por cada dia que passar sem respostas adensar-se-ão suspeitas e desconfianças obscenas sobre o património moral do Sporting. Enquanto a 'verdadeira' verdade não for posta em cima da mesa está suspenso esse combate que foi iniciado contra a incompetência dos apitos ou todo esse protesto será visto como uma farsa maldosa. Queremos ganhar, gostamos de ganhar, exigimos competência na avaliação das condutas. Mas não vale tudo. Só os crápulas não conseguem enxergar os limites da decência. E podemos não ser campeões. Aguentamos. Aguentámos maiores jejuns. Porém, só mesmo a degradação moral maior pode conseguir conviver com esta dúvida. Urge uma resposta clara. E decisões rápidas. O Sporting merece essa coragem.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Aumento dos combustíveis: Somos assim tão tontos?


A sucessão ininterrupta do aumento dos combustíveis é coisa que não entendo e por cada vez que oiço explicá-lo, quer pelos 'explicadores' oficiais que pelos putativos reguladores fico sempre com a ideia de que são desculpas para criança acreditar que não resistem a uma reflexão mais atenta. É uma vergonha aquilo que se está a passar e acho que o Governo, mais cedo do que mais tarde, tem de colocar um travão nesta situação, que cheira a especulação desenfreada que tresanda e, seguramente, está a ser um dos principais travões á economia do país.

domingo, 8 de abril de 2012

Sporting, como vai ser amanhã? Bocejas ou atacas?



Como é que vai ser amanhã, leãozinho? Bocejas ou atacas? Despachamos o Benfica? Ficamos ali quietinhos a vê-los dar baile? Espero que não tenhas andado nos copos nas festas da Páscoa e a coisa seja a sério. Por mim, entrei de dieta desde a hora de almoço á espera do banquete de amanhã. Lembro-me do Manchester e do Metalist e penso que a coisa vai ser farta. Lembro-me do Gil Vicente e fico com vontade de trincar uma maçã, não vá a dieta ser rigorosa demais. Vamos lá. Acorda! Não te armes em gato e põe essas garras de fora.

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Aos Meus Filhos Nuno e Matilde: Parabéns!

Hoje, o Nuno faz 38 anos. A Matilde faz 14. Quis o destino biológico que, com 24 anos de diferença, nascessem no mesmo dia.Acordei e penso neles e dou por mim a fazer contas. Quando ele nasceu, eu tinha 21 anos. Quando ela nasceu, o Nuno tinha acabado o curso de engenharia. Eu dava aulas quando o Nuno nos disse bom dia pela primeira vez naquele choro de despertar para a vida que nos comove até ao tutano dos ossos.Quando a Matilde nasceu, dava aulas, tinha acabado de escrever a série 'Ballet Rose' e preparava-me para escrever 'A Raia dos Medos'.E tempo passou veloz, implacável, mas essas imagens das primeiras horas de vida de cada um, ficaram. São relíquias que ficam na memória de todos os pais. Que sabem descrever, mas não sabem contar, pois o conto tem uma dimensão do coração tão única que só cada um de nós sabe sentir e por mais excelentes que sejam as palavras ficam incompletas por nelas não caberem tanta emoção.E agora tenho 59 anos.Um caminho andado com intensidade, com paixão desprendida, sempre no máximo esforço, um caminho que percorri deixando sinais que, agora, quando já olho com mais frequência os trilhos por onde aqui cheguei, lhe vejo o rasto. Está cheio de vitórias. E de derrotas. Mas que transborda de trabalho, de sacrifício, de dedicação a tudo e a todos aqueles que amei. Porém, nesta já grande caminhada, há três faróis que dão sentido ao caminho que falta andar até ao dia final. Têm nome de gente. São o Luís,(o outro filho que não nasceu a 6 de Abril) o Nuno e a pequena Matilde.E mais três faróis incandescentes: O Francisco, o Henrique e a Isabel, os netos, de quem o Luis e o Nuno são pais. E hoje, dei comigo, outra vez, a fazer balanços e posso dizer, porque sinto, que foram as balizas maiores, o sentido mais sublime, a força vital que me fez continuar, quando as forças fraquejavam, a marca mais profunda que condiciona definitivamente os meus estados de alma. Como de qualquer pai. A infelicidade deles, parte a nossa felicidade. A felicidade deles, destrói os dias da nossa infelicidade. E é por eles que recuso, e hoje bem sei como recuso com firmeza, as lamúrias fatalistas, os bramidos de rancores, os apocaplipses do país anunciados a eito, sem peso nem medida. Dou comigo a pensar, hoje em particular, que foram os meus filhos, são os nossos filhos, o país que iremos ter. O país que não me envergonha, e que assumo com orgulho, porque foi o seu berço, é a sua língua, é a raiz maior que nos prende á vida. E ás palavras. E ás emoções. Á emoção com que escrevo este texto, sabendo que não o deveria escrever. Mas hoje fazem anos dois dos meus filhos. Dois arautos do futuro. Tal como deve haver pelo país, muitos pais cujos filhos nasceram hoje e assim os sentem. E é esta alegria incontida que não me repime as palavras. É cedo. Ainda devem estar a dormir mas o sol já entra pela varanda do meu escritório. E tenho a certeza que, daqui a pouco, quando lhes escutar a voz para lhes dizer dos meus parabéns, ouvir as suas palavras, este sol que por aqui espreita,vai iluminar-se de alegria infinita. Palavras em português, da cor do berço que os viu nascer, neste eterno ciclo de vida amada e vivida, que legitima toda na confiança no futuro do meu país, do país deles,do nosso país com o coração carregado de esperança e determinação.
Neste dia tão especial, dirijo-me a ti, S.Francisco, nosso Irmão Francisco, meu Irmão intenso, para confirmar a tua oração sobre o amor, a vida e a morte e dar testemunho que valeu pena dar tudo para receber de dádiva esta benção divina. Chegou a hora. Não espero mais. Vou escutar a voz do Nuno e da Matilde e dizer-lhe que há sol, um sol pálido ainda, que nós iremos soprar para que nos aqueça os passos e a vontade por muitos mais anos de companhia por este caminhar apaixonado e transcendente pelos dias melhores do nosso país.  

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Uma Santa Páscoa para todos!

Uma Páscoa feliz para todos e que seja aquilo que se celebra. O fim da Morte e a Ressurreição da Vida. Para que seja um ponto de encontro com a confiança e o futuro menos carregado de preocupações.

Obrigado, Fernando Caeiros



Depois de ter sido um ilustre Presidente de Câmara, Fernando Caeiros foi, por votação de todos os autarcas do Alentejo e da Lezíria, o representante dos municípios junto da CCDR-Alentejo, para as questões relacionadas com a execução dos Fundos Comunitários. Terminou ontem as suas funções e, em nome de Santarém, expresso-lhe a minha homenagem e agradecimento. Tendo feito a sua carreira política sob a bandeira da CDU, compreendeu que a função de que estava incumbido ia muito para além dos estreitos corredores da vida partidária e a sua acção foi realizada com a elevação de um homem pobro, de carácter, de empenho no serviço público que merece reconhecimento público. Com ele a política ganhou nobreza e todo o Alentejo e os municípios da Lezíria tiveram nele um homem preocupado, dedicado, pedagogo, ajudando neste longo e enorme processo de desenvolvimento regional. É um cidadão ilustre que merece o nosso aplauso. E a nossa eterna gratidão.