segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

A Vaidade e o Martírio



Começam a surgir os candidatos à Presidência do Sporting, um desfile de vaidades, tal como já se adivinhava, e os nomes que se ouvem, na sua maioria, não têm a mínima condição para a função. Podem dar boas entrevistas, fazer uns retratos interessantes, dizer umas coisas com sentido porém, vão buscar, mais uma vez, dividendos pessoais em vez de provocar a mudança necessária que o Clube precisa. Temo que o espectáculo mediático substitua o pragmatismo e os associados caiam mais uma vez na armadilha das laudatórias e discursos emocionados e não percebam que, neste momento, aquilo que se joga é tão só e simplesmente salvar o Clube da bancarrtoa e devolver-lhe dignidade.
O resto é treta. Muita declaração de amor, muito espavento, muita parra e pouca uva. Daí que o perfil do presidente, a sua capacidade de negociar, de influenciar, de afirmar autoridade e severidade na gestão, precise de um homem sólido na acção e na negociação. E só vejo um: José Maria Ricciardi. Discreto, sportinguista de alma e coração, conhece a vida financeira do Clube, domina o mercado financeiro como poucos, ama o clube e não gosta de espectáculo, nem desmaia de gozo e vaidade perante uma câmara de televisão.
Não há outro neste momento. O resto é uma procissão de vaidades, de espavento, de afirmação pessoal que vai atirar o Sporting para uma situação ainda dramática.

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