quarta-feira, 3 de julho de 2013

O Pais exige decisões sérias!

É com estupefacção que o País e o Mundo assistem a esta crise política que se abriu com a saída de Vitor Gaspar. Passos Coelho escolheu o mais fraco dos argumentos para nomear a nova ministra. Estar dentro dos dossiers não é suficiente. O sinal de uma nova abordagem da política financeira e económica do país exigia um rosto diferente e uma política diferente. Decidiu mal. Porém, uma decisão destas  não justifica que Paulo Portas bata intempestivamente com a porta. E é infeliz o discurso de Passos Coelho que, depois do estrondo da queda do Governo (pelo menos nos moldes que conhecemos), vem dizer que não se demite.  Não faz sentido. A resposta veio já dos mercados que nos emprestam dinheiro. Dispararam todos os índices de risco e de ameaça de regresso da bancarrota. 
Só compreendo esta postura se estiver a ser negociado um novo governo, com outros actores, com nova política, com apoio parlamentar claro. O resto é autismo político. E caso não haja esse novo governo a  única decisão sensata, para que a democracia funcione é a marcação de eleições com todos os prejuízos que daí decorrem para a situação económica e financeira do país. Mas não há condições para que esta novela se prolongue. 
Está nas mãos do Presidente da República resolver esta grave crise. Chegou o tempo de assumir as grandes decisões e o fim do mandato minimalista. É agora ou nunca que o Presidente se torna o farol, ou não, que nos leva para fora deste charco pestilento.
Não se resolve a crise com eleições, é certo. Até vamos viver o paradoxo de poder ser eleito para governar o partido que nos mergulhou nela até ao tutano dos ossos. Tal como na Grécia, o caminho é o mesmo.  E acontecerá a mesma política. Que tem memória curta que grave os discursos que hoje faz o PS sobre as suas alvoradas extremosas para depois comparar com as medidas que vai aplicar de cabeça baixa e vergado ao peso dos credores. Também já vimos isso com François Hollande. Quando foi empossado rugia   como um leão ameaças contra os 'mercados'. Hoje tornou-se no gatinho manso da senhora Merkel. A vida é mais dura do que a retórica política. Mais dura do que os caprichos de Portas e as teimosias de Passos. Mais dura que a retórica vazia de Seguro. Bem mais dura do que o folclore do PC e do Bloco de Esquerda. A vida é feita de milhões que sofrem, que vivem em ansiedade e inquietação com o destino dos seus filhos e das suas vidas.  É bom que este pesadelo chegue ao fim. 

2 comentários:

  1. Nada me espanta! já à muito previa que isto muito acontece-se, já veio tarde, para mim e para a grande maioria dos Portugueses que vivem mal, à beira de um ataque de nervos, temos um Presidente que nada faz, encolhe os ombros e vive a sua vidinha sem a mínima preocupação pelo povo que o elegeu, por muito menos eles deram um pontapé no Sócrates, e só porque é da cor dele política mantém este governo moribundo ainda ligado às máquinas, para quê continuar algo que vai acontecer???? O quê??? Eu só espero a queda do governo e fazer o seu enterro o mais breve possível!!! Chegou a hora de dizer BASTA!!!!!! Estou com 54 anos e não consigo emprego, o meu irmão trabalhou sempre na mesma empresa 41 anos e ao fim destes anos todos foi para o desemprego com agora 56 anos!!!! Dá para aceitar tudo isto???? E para complicar mais a situação o meu companheiro trabalha para o Estado à 36 anos e com os despedimentos que querem fazer na função pública, será mais um a ficar em casa com 57 anos!!! Está Lindo o nosso PORTUGAL!!!! Onde vamos nós parar??????

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  2. Não entendo as birras , as teimosias , os passa- culpas , e outras atitudes indignas de políticos que se dizem responsáveis , que alimentaram e alimentam os seus egos , desprezando por completo o caminho já percorrido : onde foram capazes de exigir ao Povo os sacrifícios , mas não souberam ser exigentes com eles próprios . Sim , era e é preciso ter outra postura ! As traições , a intriga , as vaidades , a falta de ética , é atroz e mina todo o espectro partidário. Não há busca de consensos , pois cada um é dono da verdade e não assume as suas responsabilidades. Com gente assim não há governos que resistam . A culpa não é do Passos , do Sócrates , do Portas , ... é nossa ! Eles não surgem do nada , fomos nós que os elegemos , desde as bases partidárias até onde chegaram . Eles reflectem a sociedade ; uma sociedade que apodrece na indiferença , no sectarismo , no consumo, matando as expectativas dos seus membros. É a desolação que abate as pessoas , com o desemprego a bater fundo . Resta a esperança de que haja uma mão Divina que oriente este nosso Portugal , que nos dê gente capaz na política , com bom senso , responsável , para enfrentar as dificuldades com tenacidade , e que nós saibamos contribuir com o nosso empenhamento para a saída da crise.

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