domingo, 21 de agosto de 2011

A Miséria Moral da Arbitragem

Hoje, no Correio da Manhã, publiquei uma crónica sobre a incompreensível recusa dos árbitros em apitarem o jogo Beira Mar-Sporting. Sendo publica e reconhecidamente sportinguista temia pelo resultado do jogo e por eventuais casos. O Sporting empatou e mereceu empatar. Continua a jogar mal, sem ambição, sem coerência. Não é uma equipa. É um grupo de bons atletas com um bom treinador. Mais nada. Pode ser que o futuro modele este barro que continua lamacento e mole.
Foi um árbitro de um escalão inferior que salvou a pesporrencia fascizante da élite da arbitragem nacional. E portou-se bem. Melhor do que as 'prima-donas' que fazem beicinho e birra por serem criticados. O que esta clique de homens amorais fizeram - fugindo ás suas responsabilidades por terem sido criticados por Godinho Lopes - espelha a miséria moral que teima em perpetuar-se no poder do futebol português. É uma atitude de uma arrogãncia sem limites e revela como a sua cultura cívica não vai além da arrogância dos seus actos dentro de campo. O que os árbitros da primeira liga fizeram foi confirmar as palavras de Godinho Lopes. A sua atitude demissionária só se explica por impreparação cívica, desportiva e técnica. E gente assim não serve o país, nem o futebol  que dizem amar. Dizem! Com actos de vedetas fúteis. Não prestam mesmo. Julgo que Godinho Lopes deve continuar a ser implacável com este miserabilismo patético de beatas indignadas para quem o futebol é, acima de tudo, um pretexto e não o texto das suas vidas.

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