Passos Coelho deu uma boa entrevista ao assinalar o centésimo dia de governo. Boa, no sentido da seriedade e da verdade.Má no sentido das previsões. Desnudou a crueldade da situação financeira do país. Explicou cortes e impostos. Foi claro e sem subterfúgios. Má porque, pela primeira vez, faz o reconhecimento público da nossa dependência externa e da sorte dependente de outros países. Particularmente da Grécia. Ou por outras palavras, todos os sacrifícios que estamos a fazer não terão valido de grande coisa se a Grécia entrar em bancarrota, situação para a qual se aproxima velozmente. A ser assim, tal como suspeitava há muito, não conheço o lugar onde mora a esperança.
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