quarta-feira, 23 de maio de 2012

O preço de um combate: 33 anos por traição

Este senhor chama-se Shakeel Afridi e é médico. Graças ao seu trabalho, e de muitos outros, foi possível capturar essa figura sinistra que foi Bin Laden. Shakeel foi agora condenado a 33 de anos de prisão pelo crime de traição em virtude do seu envolvimento nas operações de captura do mais tenebroso terrorista de que há memória.No Paquistão, claro está. É assim a justiça dos nossos 'aliados' na luta contra o terrorismo.

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Bee Gees: Morreu Robin Gibb

Morreu o líder dos Bee Gees, o cantor Robin Gidd, que marcou gerações de de jovens. Entre elas a minha.

domingo, 20 de maio de 2012

Tempestade no copo de licor

Conheço de experiência vivida o que são fabricação de histórias jornalísticas nas quais somos protagonistas à força. Prepara-se o guião, demonstra-se a verdade que se quer publicar, (o que não quer dizer que seja verdade, nem muito menos a Verdade) e ao fim do segundo período de escrita lá está metido o nome do protagonista. Ás vezes quase a camartelo, mas fica. E quando nos perguntamos a razão de ali aparecermos, fora daqueles factos e muito longe daquelas intenções, percebemos que as motivações subjectivas de quem escreveu nada têm a ver com o texto. O texto é um mero pretexto para agredir, para insultar, para estigmatizar ou pura e simplesmente para chantagear. É o verbo exacto. Chantagear! Outras vezes, não chega a tanto. É embirrar apenas porque não se gosta, porque se odeia, porque se embirra. 
Vem isto a propósito dos desesperados pedidos de demissão do ministro Miguel Relvas que, segundo se sabe, decidiu telefonar para a direcção de um jornal aborrecido com a pressão com que lhe era imposta uma resposta a determinadas perguntas (segundo percebi, teria de responder em 32 minutos) sobre a triste história dos Serviços Secretos. Que isto é censura, que assim o ministro mete o nariz onde não é chamado, que a liberdade de imprensa está em causa e mais isto e mais aquilo. Tudo sempre em volta da liberdade de imprensa, coisa que não implica responsabilidade, tão só a absolutização da ideia de liberdade. A coisa torna-se mais complicada se pedimos desculpa por termos telefonado. É, de imediato, o reconhecimento de uma culpa, quando deveria ser o reconhecimento de consideração. Percebe-se que Relvas, ou por arcaboiço político ou por razões de delicadeza, ainda não chegou ao fim da linha, ao limite em que já nem se pensa no telefone. Apenas se ignora. Não me espanta a solidariedade corporativa que brota das muitas opiniões publicadas este fim de semana. Espanta-me que homens que têm ou tiveram responsabilidades públicas (não necessáriamente políticas) que foram submetidos aos mesmos escrutínios das narrativas pré-formatadas e nelas encarcerados à força, venham pedir a demissão do ministro. Porquê? Porque os jornais dizem a verdade e os políticos mentem. É este a conclusão de senso comum, tão simplista quanto grosseira. Que ajuda ao culto da vulgaridade mas não abona ao fortalecimento de uma cultura cívica. Se é verdade que para alguns jornais, embora cada vez menos, o princípio do contraditório continua a ser uma fonte sagrada e inspiradora de um espaço de liberdade, a verdade é que, por vezes, trinta e dois minutos não é tempo suficiente para exercer um direito que a outra parte prepara há vários dias. Sejamos, ao menos, sensatos. Coisa que cada vez é um bem mais escasso para resolver conflitos que resultam da própria intensidade da vida e que bem precisamos para resolver problemas bem mais preocupantes para o futuro da democracia e do país.

sábado, 19 de maio de 2012

Muitas Felicidades, Presidente!

Taur Matan Ruak tomou posse como 3º Presidente eleito da República de Timor Leste. Muitas felicidades, Presidente!

quinta-feira, 17 de maio de 2012

O que vamos sofrer por causa da Grécia?

Com as últimas eleições gregas, ao caos financeiro, económico e social somou-se o caos político. De tal forma que as eleições não valeram e vai repetir-se o acto eleitoral. As autoridades europeias e mundiais discutem abertamente a saída da Grécia da Zona Euro e todos são unânimes que esta solução vai ter impactos negativos em Portugal, em Espanha, na Itália e nos restantes países europeus. Lá, já começou a corrida aos levantamentos bancários, alguns bancos deixaram de ser financiados e está iminente a possibilidade de não pagarem salários e serviços da administração pública. É o inferno grego e as notícias, associando previsões ameaçadoras para Portugal, provocam ainda mais amargura e ansiedade em todos os sectores sociais já esmagados pelo peso da crise que nos afecta.
Dito isto, não seria inteligente e sensato começar a explicar o que vai acontecer a Portugal, caso a Grécia saia do euro? Com que linhas nos vamos coser? Onde vamos ser mais apertados? Como responder a este sobressalto e reforço da crise? É fundamental esta preparação para os piores cenários. Vamos também para a bancarrota? A DECO sugeria ontem que se fizessem poupanças e investimentos noutras moedas mais estáveis como a libra e a coroa sueca. É este o caminho? Duvido. Mas se calhar é. Não sei. A verdade é que o manancial de notícias sobre a Grécia que nos últimos dias coloca a Europa à beira de um ataque de nervos obriga a respostas e esclarecimentos. É que, de factos, os portugueses conseguem suportar as piores agruras. Mas isso não os coloca na posição de rebanho, servo e ignorante, à mercê dos ditames e decisões mais ou menos ditatoriais de uma troika qualquer. É urgente saber o que nos espera. A arte da política implica a previsão e nas sociedades democráticas á apresentação de explicações antes dos factos consumados. Acho eu.

sábado, 12 de maio de 2012

Feira do Livro


Hoje, estarei a partir das 17 horas, na Feira do Livro de Lisboa, para uma sessão de autógrafos no Pavilhão da Leya/Casa das Letras.

terça-feira, 8 de maio de 2012

Quando Partir não é Dizer Adeus



Para aceder a minha página de facebook, escreve www.facebook/moitaflores e clique em 'Gosto'

Quando se aproxima a Partida, e há lágrimas no coração (pois o coração também chora de saudade) decidi dar testemunho da minha obra pública à frente dos destinos de Santarém ao longo destes sete anos que estou a lançar na minha página de facebook com endereço referido
www.facebook/moitaflores e clique em 'Gosto'. Não se vive uma cidade, um concelho, tanta gente com uma paixão tão infinita sem que uma centelha de rija saudade não nos ilumine o coração.
Quando partir, levo o que trouxe: dois caixotes com livros, a minha música e tantas experiências que deram sentido à vida e permitiu a dádiva sem esperar receber que S. Francisco de Assis nos ensinou. Dei tu. A minha inteligência, a minha capacidade de influência, o meu afecto incondicional. Amei até ao tutano dos ossos todos os projectos que construímos para que Santarém, como então se dizia quando cheguei, ficasse no mapa e fossem ao entregue aos jovens que daqui partiam. Está no mapa. Os jovens enchem nos jardins remodelados as nossas noites e os mais novos ganharam escolas e espaços públicos para serem mais felizes.
Não sei como poderei dizer adeus a tanta gente que tenho no coração um adeus que não esteja emrgado pela emoção. Nem sei quais as palavras para dizer adeus a quem amamos. Gerir uma autarquia tem que ser mais gerir caminhos para um futuro mais seguro, ainda que esta crise nos levante dúvidas sobre a segurança. Mas é preciso resistir. Entre esta página e a página do facebook visitam-me todos os dias mais de vinte mil pessoas. Muitos deles amigos, Vou aqui deixando um abraço a cada um, dizendo-vos até breve e até sempre. Mas também sei que uma fotografia vale mil palavras, e quando as palavras não prestam, ditadas pela cegueira, pelo ódio ou pelo ressabiamento, vale todas as palavras inventadas.
Por isso, não me despeço. Vou-me despedindo. E no facebook  www.facebook.com/moitaflores e clique em 'Gosto' estou a deixar fotografias/testemunhos que são memória dos dias partilhados, dos nossos encontros, dos nossos silêncios, das nossas vitórias, que uma equipa de combate entregou a Santarém, capital da Liberdade.
Sei que não podemos agradar a todos. E muitos se zangaram. Umas vezes justamente, Muitas vezes injustamente. Sei que alguns se recusam a ver a mudança que a cidade sofreu. A Vida cega-os e a ausência de tolerância e cultura cívica faz o resto. Mas sei por onde passo que é um mar de olhar amigo que vou cruzando porque nos entedemos e, juntos trabalhámos pelos nossos filhos. De todos levou saudades. Ao longo da página da facebook estou a colocar testemunhos. Fotografias onde muitas vezes aparece o 'antes' e os 'depois'. Assim como uma herança de paixão pelo belo e o bom que construímos. Convido-vos, pois, a viajar por estes dias, por essas paginas que são da nossa vida em comum, que partilhámos febrilmente ao longo de sete anos. Já vai grande a exposição. Irá ser maior.
Nunca tive da Política a ideia de que aqui se constrói o Caminho, a Verdade e a Vida. É um dominío que só pertence a Deus. Os Homens, o autênticos, que não se vendem pelo biblico prato de lentilhas, sabem que todos os dias erramos. E peço-vos desculpa por aqueles que cometi. E, sobretudo, preciso que saibam que este caminho andando, tem a confiança da História, e como repeti muitas vezes, regresso aos filhos e aos meus netos com o doce sabor de quem lhes honrei a memória do avô. Que os posso olhar com a tranquilidade do esforço, do trabalho e do sofrimento necessário para entregar a todos os filhos de todos os scalabitanos e a todos os netos um caminho pelo qual os que mais amo sabem andar com segurança.Sei que olharão Santarém e sabem que podem orgulhar do pai e do avô e de todos aqueles que com ele apostaram no futuro.
Vamos dizendo adeus aos poucos, até à despedida final. Até lá, contando nas páginas do www.facebook.com/moitaflores e clicando em 'Gosto' (para aceder à página) os caminhos que andámos juntos durante estes últimos sete anos. Bem hajam! Rerito-me devagar e abro a porta aos mais novos. Na verdade, é a eles que pertence o futuro. Um abraço comovido a todos!