domingo, 8 de abril de 2012
Sporting, como vai ser amanhã? Bocejas ou atacas?
Como é que vai ser amanhã, leãozinho? Bocejas ou atacas? Despachamos o Benfica? Ficamos ali quietinhos a vê-los dar baile? Espero que não tenhas andado nos copos nas festas da Páscoa e a coisa seja a sério. Por mim, entrei de dieta desde a hora de almoço á espera do banquete de amanhã. Lembro-me do Manchester e do Metalist e penso que a coisa vai ser farta. Lembro-me do Gil Vicente e fico com vontade de trincar uma maçã, não vá a dieta ser rigorosa demais. Vamos lá. Acorda! Não te armes em gato e põe essas garras de fora.
sexta-feira, 6 de abril de 2012
Aos Meus Filhos Nuno e Matilde: Parabéns!
Hoje, o Nuno faz 38 anos. A Matilde faz 14. Quis o destino biológico que, com 24 anos de diferença, nascessem no mesmo dia.Acordei e penso neles e dou por mim a fazer contas. Quando ele nasceu, eu tinha 21 anos. Quando ela nasceu, o Nuno tinha acabado o curso de engenharia. Eu dava aulas quando o Nuno nos disse bom dia pela primeira vez naquele choro de despertar para a vida que nos comove até ao tutano dos ossos.Quando a Matilde nasceu, dava aulas, tinha acabado de escrever a série 'Ballet Rose' e preparava-me para escrever 'A Raia dos Medos'.E tempo passou veloz, implacável, mas essas imagens das primeiras horas de vida de cada um, ficaram. São relíquias que ficam na memória de todos os pais. Que sabem descrever, mas não sabem contar, pois o conto tem uma dimensão do coração tão única que só cada um de nós sabe sentir e por mais excelentes que sejam as palavras ficam incompletas por nelas não caberem tanta emoção.E agora tenho 59 anos.Um caminho andado com intensidade, com paixão desprendida, sempre no máximo esforço, um caminho que percorri deixando sinais que, agora, quando já olho com mais frequência os trilhos por onde aqui cheguei, lhe vejo o rasto. Está cheio de vitórias. E de derrotas. Mas que transborda de trabalho, de sacrifício, de dedicação a tudo e a todos aqueles que amei. Porém, nesta já grande caminhada, há três faróis que dão sentido ao caminho que falta andar até ao dia final. Têm nome de gente. São o Luís,(o outro filho que não nasceu a 6 de Abril) o Nuno e a pequena Matilde.E mais três faróis incandescentes: O Francisco, o Henrique e a Isabel, os netos, de quem o Luis e o Nuno são pais. E hoje, dei comigo, outra vez, a fazer balanços e posso dizer, porque sinto, que foram as balizas maiores, o sentido mais sublime, a força vital que me fez continuar, quando as forças fraquejavam, a marca mais profunda que condiciona definitivamente os meus estados de alma. Como de qualquer pai. A infelicidade deles, parte a nossa felicidade. A felicidade deles, destrói os dias da nossa infelicidade. E é por eles que recuso, e hoje bem sei como recuso com firmeza, as lamúrias fatalistas, os bramidos de rancores, os apocaplipses do país anunciados a eito, sem peso nem medida. Dou comigo a pensar, hoje em particular, que foram os meus filhos, são os nossos filhos, o país que iremos ter. O país que não me envergonha, e que assumo com orgulho, porque foi o seu berço, é a sua língua, é a raiz maior que nos prende á vida. E ás palavras. E ás emoções. Á emoção com que escrevo este texto, sabendo que não o deveria escrever. Mas hoje fazem anos dois dos meus filhos. Dois arautos do futuro. Tal como deve haver pelo país, muitos pais cujos filhos nasceram hoje e assim os sentem. E é esta alegria incontida que não me repime as palavras. É cedo. Ainda devem estar a dormir mas o sol já entra pela varanda do meu escritório. E tenho a certeza que, daqui a pouco, quando lhes escutar a voz para lhes dizer dos meus parabéns, ouvir as suas palavras, este sol que por aqui espreita,vai iluminar-se de alegria infinita. Palavras em português, da cor do berço que os viu nascer, neste eterno ciclo de vida amada e vivida, que legitima toda na confiança no futuro do meu país, do país deles,do nosso país com o coração carregado de esperança e determinação.
Neste dia tão especial, dirijo-me a ti, S.Francisco, nosso Irmão Francisco, meu Irmão intenso, para confirmar a tua oração sobre o amor, a vida e a morte e dar testemunho que valeu pena dar tudo para receber de dádiva esta benção divina. Chegou a hora. Não espero mais. Vou escutar a voz do Nuno e da Matilde e dizer-lhe que há sol, um sol pálido ainda, que nós iremos soprar para que nos aqueça os passos e a vontade por muitos mais anos de companhia por este caminhar apaixonado e transcendente pelos dias melhores do nosso país.
Neste dia tão especial, dirijo-me a ti, S.Francisco, nosso Irmão Francisco, meu Irmão intenso, para confirmar a tua oração sobre o amor, a vida e a morte e dar testemunho que valeu pena dar tudo para receber de dádiva esta benção divina. Chegou a hora. Não espero mais. Vou escutar a voz do Nuno e da Matilde e dizer-lhe que há sol, um sol pálido ainda, que nós iremos soprar para que nos aqueça os passos e a vontade por muitos mais anos de companhia por este caminhar apaixonado e transcendente pelos dias melhores do nosso país.
quarta-feira, 4 de abril de 2012
Uma Santa Páscoa para todos!
Uma Páscoa feliz para todos e que seja aquilo que se celebra. O fim da Morte e a Ressurreição da Vida. Para que seja um ponto de encontro com a confiança e o futuro menos carregado de preocupações.
Obrigado, Fernando Caeiros
Depois de ter sido um ilustre Presidente de Câmara, Fernando Caeiros foi, por votação de todos os autarcas do Alentejo e da Lezíria, o representante dos municípios junto da CCDR-Alentejo, para as questões relacionadas com a execução dos Fundos Comunitários. Terminou ontem as suas funções e, em nome de Santarém, expresso-lhe a minha homenagem e agradecimento. Tendo feito a sua carreira política sob a bandeira da CDU, compreendeu que a função de que estava incumbido ia muito para além dos estreitos corredores da vida partidária e a sua acção foi realizada com a elevação de um homem pobro, de carácter, de empenho no serviço público que merece reconhecimento público. Com ele a política ganhou nobreza e todo o Alentejo e os municípios da Lezíria tiveram nele um homem preocupado, dedicado, pedagogo, ajudando neste longo e enorme processo de desenvolvimento regional. É um cidadão ilustre que merece o nosso aplauso. E a nossa eterna gratidão.
quinta-feira, 29 de março de 2012
Millôr Fernandes (1923-2012) Era assim...
" A ocasião em que a inteligência do homem mais cresce, sua bondade alcança limites insupeitados e seu carácter uma pureza inimaginável é nas primeiras 24 horas depois da sua morte"
quarta-feira, 28 de março de 2012
Tribunal Nacional da Concorrência em Santarém: feito de pedras e sonhos
De quantas pedras se faz um sonho? De quantos olhares e cansaços? De quantas memórias? De quantos silêncios e canseiras? Hoje lembro-me de ti, António Gedeão. Tu que nos ensinaste que o sonho comanda a vida. Que os sonhos podem trazer no útero, oiro, canela e marfim. E pára raios e locomotivas. E tudo aquilo que uma nau feita de sonhos pode abarcar quando a vontade é maior que todas as tempestades a que ela aproa. Os Tribunais começaram a chegar á antiga Escola Prática de Cavalaria. Vindos do dia em que uma decisão tonta mandou de Santarém partir soldados para Abrantes. Como se fosse uma raivinha de dentes de ressabiados porque, um outro dia, bem mais luminoso por sinal, os mesmos soldadinhos, liderados por capitães, dali saíram para Lisboa para nos entregar a cidadania e a liberdade. Nesse dia do disparate, enquanto as tropas de Cavalaria se despediam de Santarém, sabes, Gedeão, que foi jurado este sonho. Este sonho de fazer renascer as pedras dessa enorma praça da liberdade que ficou tão vazia, tão silenciosa, habitada pela solidão, olhando nostálgica a torre esguia de louvor a S. Bernardo. Eu sei que o sonho comanda a vida.Faço parte do grupo dos crentes. E sei que o mundo pula e avança cada vez que nós sonhamos e, aqui, deu o primeiro grande salto com a requalificação do convento de S. Francisco. Essa jóia que se transformara em lixo. E agora cintila, chamando gente, que sonha, vinda de todas as partes do país e, agora mesmo, Gedeão, neste dia, o sonho ganhou mais pedras e estendeu-se ao colo da ex-EPC, acrescentando vida á vida, entreabrindo novas portas ao novo futuro de justiça e cidadania que ali se revela. Mesmo em frente á parada Chaimite. Á parada militar onde o nosso capitão abriu a fonte da liberdade e deixou as águas escorrerem, libertas, por todas as ruas e praças do nosso país.
Pouco importam, hoje, António, os gemidos ressabiados dos velhos de todos os Restelos, rosnando rancores e venenos. Pouco importa tudo aquilo que não é sonho feito de pedras e com esperança no olhar. Tal como 'esta pedra cinzenta/ em que me sento e descanso' escutando o 'ribeiro manso' que passou por todos os dias andados, feitos de combates, de negociações, de avanços, de recuos, de medos, de coragens, de tudo aquilo que uma pessoa pode viver e não conta porque sabe bem acarinhar memórias ao colo e deixar que o ribeiro se liberte 'em sereno sobressalto'. A ex-EPC torna-se cada vez mais EPC (Escola Prática do Conhecimento) e anda. Anda sempre como aquela nau de sonhos feitos, transformando cada pedra num caminho que se abre ao futuro. Sim, ao futuro, digo bem. Áqueles que por aqui voltarem a passar e perceberem, tal como nos ensinante, Gedeão, que quando queremos, quando sonhamos, quando aceitamos os riscos dos temporais, chegamos sempre sãos, salvos e prontos para outras viagens ao porto em que o 'mundo pula e avança/ como bola colorida/ entre as mãos de uma criança' - a este coração de Santarém que de novo pulsa para a vida.
segunda-feira, 26 de março de 2012
O Braga á frente? Ao menos também é Sporting
Quem havia de dizer? A oito jornadas do fim o Braga salta, num fim de semana, por cima do Benfica e do Porto?! Com o Sporting a milhas, claro. Torço pelos bracarenses. Se ganharem o campeonato é um tiraço na rotina e, ainda por cima, têm 'Sporting' no nome. É pouco o consolo mas a crise não dá para muito mais.
Subscrever:
Mensagens (Atom)








