domingo, 26 de fevereiro de 2012

Isto vai. Devagar, mas vai. Sporting 1 - R. Ave - 0

Um golaço de Izmailov  resolveu a coisa. Podem argumentar que foi só um. Mas foi uma 'bomba'. Encheu mais o olho do que dar três daqueles que se fazem ali á mama, sem graça nem espectáculo. E lá vamos acertado o passo. Pobretes mas alegretes. Ao menos que salvemos os dedos que os anéis já se foram.

sábado, 25 de fevereiro de 2012

As Horas e os Dias IV


2ª feira - Passei o sábado e o domingo sem sair de casa, repartindo-me  entre a minha Luisa de Gusmão e a série que escrevo para a TVI. O frio acomoda-nos. abrigados, e sabe bem esta relação com a ficção. A realidade é bem mais dura e não admite tantos sonhos. Logo pela manhã, o presidente da junta de freguesia da Gançaria telefona-me para me dar conta que decidiram festejar o carnaval numa jornada de luta contra a extinção da freguesia.Várias dezenas de manifestantes vão almoçar em frente á Câmara Municipal e convida-me para  o almoço de terça feira. Assino as autorizações necessárias e peço perdão aos divertículos - cheira-me que vai ser um contigente de febras e entremeadas. Trabalhamos no Carnaval. Desde que tomei posse, em 2005, que sigo os governos no que respeita a pontes e a feriados. Nunca alinhei no populismo de mais uma ponte aqui, mais uma folga ali. Julgo que neste caso, o governo não foi feliz. O Carnaval tem implicações directas nas escolas, na vida de muitos miúdos e de muitos pais. É uma decisão que deve acompanhar o planeamento do ano lectivo e não cair, como caiu adruptamente sobre nós. Mas cumpriu-se a regra, ainda que grande parte dos funcionários tenha optado por meter férias. O dia passa mole, sem sobressaltos. Os telefones não tocam na vertigem habitual e o dia dá sinais que o frio está de partida. O sol ilumina, quente e doce, o casario de Santarém e os campos que dali, do meu gabinete, se estendem suaves para os lados de Almoster.O correio é pouco. O despacho do dia é irrisório comprado com os dias normais de trabalho. A Alberta Marques Fernandes manda sms. Nessa noite iremos discutir o caso do assassino de Beja que, entretanto, se suicidou. Triste caso, por sinal. Porém, desconfio que a sua morte vai fazer desaparecer as notícias. É como se a auto-punição saciasse a fome de vingança e revolta que virou as atenções para a tragédia ocorrida naquela capital alentejana. Devo confessar que me entristece. Gosto de Beja. Estudei lá. Os meus dois filhos mais velhos nasceram ali. Ainda hoje, tantos depois depois, encontro amigos desses tempos longíquos e a cidade é doce e calma, parece que sorri a quem chega. Não merecia esta atenção macabra.
3ª feira - Desde bem cedo que a população da Gançaria se concentra junto á porta da Câmara. Trazem adereços de outros carnavais, música, boa disposição e luta pela defesa da sua freguesia. Os meus temores confirmam-se. As febras ali estão, gulosas, desafiando qualquer dieta. A situação anormal chama a atenção de curiosos. Recebo a comissão que apresenta a petição contra a reforma administrativa que inclua a extinção da freguesia. Gente cortês, que palpita de emoção em defesa da sua terra, explico-lhe qual é a situação e peço ajuda para que levemos por diante esta reforma. È uma reunião calma, onde se sente a paixão, mas não existe animosidade. A seguir falamos ás dezenas de pessoas que estão no largo. Os braseiros lançam odores perfumados dos petiscos grelhados e o vinho escorre e um presunto infeliz é lascado até ao osso. Refugio-me nele para não sofrer as consequências dos danos da festa em luta ou desta luta em festa. A música aquece, as gargantas começam a desafinar e a cantoria ribomba no edifício. Ás 17.30 desisto de trabalhar. Não há concentração nem atenção que resista ao Carnaval. Vou para casa. Tenho vontade de escrever. Hoje vou terminar um episódio da série. Tenho a história alinhavada desde o fim de semana. Seja a que for, vou terminar.
Terminei ás duas da manhã e julgo que ficou bem.
4ª feira - Recebo um convite para participar num seminário sobre o poder local e a competividade. Pedem a minha presença e não recuso. Angola faz parte da minha memória e tenho curiosidade em ver como cresce aquele país que estreita cada vez mais os laços com Portugal. O dia é marcado por cinco reuniões.Uma delas, bem importante, para desenhar os próximos destinos do QREN. Janto com o deputado Nuno Serra e preparamos, em termos de informações, a Assembleia Municipal que vai decorrer na próxima sexta-feira. E espanto dos espantos!, o Porto leva quatro do Manchester.
5ª feira - É dia de anos. Os meus colaboradores directos quotizaram-se e ofereceram-me um livro sobre a História de Portugal. Sabem das minhas curiosidades e pesquisas em torno de João IV e Luisa de Gusmão e contribuem para o entusiasmo. Vou passar o resto do dia com a minha gente. Quando se chega aos 59 anos, já não precisamos de prendas. Gozamos muito melhor os afectos. E as flores que recebo. Rosas brancas. As flores sempre polvilharam as minhas adesões mais instintivas quer da vista quer do olfacto. Quem me conhece sabe como gosto de flores. A minha prenda preferida. Rezo a S. Francisco para ver crescer e construir-se aqueles que mais amo. Gostava que a morte me desse mais alguns anos de descanso antes de me tocar á porta do coração. Ver crescer filhos e netos dá-nos um apego á vida que nem o maior dos deprendimentos consegue conter.
6ª Feira - Passo o dia a preparar a Assembleia Municipal que começa ás 17.30. Sei que me vão fazer perguntas de algibeira. Exactamente aquelas que dão mote para a retórica e vão deliberadamente escamotear aquilo que é evidente nos problemas da autarquia. É um estranho jogo a que não me adapto. Adivinhar perguntas e reconheço que vulgarmente sou surpreendido. Desta vez acabou cedo. Contra a normalidade. Ainda não são vinte e três horas. Vou dormir. Amanhã vou estar nas comemorações dos 40 anos das Guias de Portugal em Santarém. E depois escrever. O resto do sábado e do domingo. Para apaziguar a alma. 



quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

As autárquicas e as pressas!


Está decidido que, de quatro em quatro anos, o dia do meu aniversário é dia de grandes emoções. Há exactamente quatro anos, quando almoçava com os meus filhos, um telefonema pôs a mesa a estremecer de espanto. Um jornalista perguntava-me, e confirmava antes de eu responder, que era o candidato do PSD á Câmara de Lisboa. Não nos engasgámos com o peixe por milagre.Perguntei a quem de direito, depois do café, que coisa era aquela. Ninguém sabia.  Não me admirou. Eu também não sabia.
Hoje, passados quatro anos, a história passou-se ao jantar. Fui informado por um jornal que sou candidato a uma autarquia limitrofe de  Lisboa. Desta vez nem tentei telefonar. Sei que o pessoal do PSD está embrenhado na preparação do Congresso. Também estava fresca a notícia de que a minha filha Matilde teve uma grande nota no teste de História e informavam-me que o Sporting ganhara o jogo e iria defrontar o Manchester City para, desta forma, desforrar o enorme desgosto que se tem vivido no Dragão. Está certo.Quando os aniversários têm este sal, a noite é mais animada.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

O meu Aniversário


Alguém decidiu há meia dúzia de anos que hoje seria o meu dia de anos. Desconheço que raio de informação motivou tal fé, mas enfim. Na verdade, quando se caminha para os 59 , todos os anos se evoca mais um ano de qualquer coisa. Hoje, o único aniversário natalício, ou pré-natalício que faço, é de que foi o último dia de gestação sem ainda ter visto a luz do Sol. A minha mãe teve a bondade e a grandeza de me achonchegar no seu ventre durante nove meses e foi bom de certeza absoluta porque ainda a amo como se estivesse viva, aliás sei que continua viva no meu coração e na minha memória. A verdade é que será a amanhã, dia 23, que se comemora o dia em ela, já cansada de suportar o artista, correu ao hospital de Moura e disse: Já chega. Vai ver o Sol.
E eu gostei do sol e das pessoas que se abrigavam na sua luz. Tem sido um bom lugar para viver.Ás vezes é agreste mas sobretudo é o sítio onde descobri a doçura e o prazer do combate. E vai sê-lo, seguramente, para morrer.Aliás coisa que também já comemoro pois pelo menos duas vezes já sucedeu ter recebido notícias sobre a minha morte. A última foi há cerca de um ano.Informaram-me que eu tinha morrido num terrível acidente numa estrada do Algarve e percebi que havia alguma desilusão, em alguns telefonemas, quando respondi que passara o serão tranquilo a ver o Dr. House. Mas ainda não tinha chegado o fim da minha gestação pela vida e cá estou.Razão porque amanhã tenho de fazer anos. Mas como todos os anos desminto esta história mas todos os anos ela regressa com a mesma desconcertante e imperturbável teimosia, agradeço a todos os amigos que desde as sete da manhã estão a enviar sms's e telefonaram que os parabéns estão aceites com agrado pelo que não precisam de repetir a dose amanhã. 

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Gançaria em Festa e Luta


A população da Gançaria (freguesia de Santarém) aproveitou o dia de Carnaval e veio almoçar, festejar e protestar junto ás portas da Câmara Municipal. Motivo: a reforma do mapa administrativo e o possível desaparecimento desta freguesia. Almoçámos em clima de festa num magnífico piquenique com sol. É capaz de ter chegado a altura da comissão destinada a este assunto, eleita pela Assembleia Municipal, passar a acertar o passo e a andar. As populações merecem respostas. Não basta a gritaria panfletária e tacticismos mais ou menos egoístas. Parabéns á Gançaria!

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Boas melhoras, Eusébio. Os teus amigos e admiradores torcem por ti!


Eusébio voltou a ser internado. A 3ª vez no prazo de dois meses. Boas melhoras. Os sportinguistas desejam as tuas melhoras assim como os teus amigos!