De entre os sinais da crise, o Desemprego é o verdadeiro pesadelo.Ou se injecta dinheiro na economia para multiplicar postos de trabalho e riqueza ou o país transforma-se numa imensa fila de desempregados e mais pobre, cada vez mais pobre.
segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012
sábado, 18 de fevereiro de 2012
As Horas e os Dias III
2ª feira começou cedo. Estou a recolher fotografias sobre estes anos de trabalho á frente da Cãmara de Santarém. Decidi que vou publicar um livro contra o esquecimento. O que éramos e aquilo que somos.Vai levar fotografias do Antes e do Depois. O meu testemunho contra a retórica vulgar e oca. E pela memória das coisas. Vão lá estar as escolas, os espaços públicos, os parques de recreio, as estradas, o saneamento e os grande acontecimentos que marcaram Santarém. O 10 de Junho, a história do Convento de S. Francisco, os tribunais, as grandes batalhas pelo Alviela, as grandes batalhas por Santarém e Santarém no mapa do país. Alguém ainda se lembra como era o ginásio do Seminário? e das prostitutas e dos toxicodependentes no jardim da República? e da degradação do parque escolar? Olho as fotografias e parecem memórias distantes e, no entanto, aqui tão perto.
A TSF transmite o programa a Soma das Partes a partir de Santarém. Convidaram-me para encerrar o debate. Logo hoje que é o Dia Mundial da Rádio.Aproveito para explanar a situação estratégica de Santarém e saudar a rádio, essa memória intensa que marcou a minha infãncia, bem antes da chegada da televisão. Do meu pai, em surdina, a escutar a Radio Portugal Livre, dos relatos de futebol do Artur Agostinho, das novelas radiofónicas, com o Henrique Canto e Castro a fazer de Tristão e a Carmen a fazer de Isolda.
Mais tarde tornámo-nos amigos. Grandes amigos. E um dos meus actores preferidos. Entrou em quase todos os meus grandes trabalhos.Foi vadio (o Grelinhos dos Filos do Vento) o médico anarquista, na Raia dos Medos, o Marquês impotente e devasso dos Ballet Rose, o Mestre no João Semana, o médico-legista dos Polícias, o Artur, sempre bêbado, da Esquadra de Polícia, o Cautelas dos Desencontros. Enfim, uma vida a trabalharmos juntos. Foi na rádio que o conheci. A Rádio que hoje se celebra pelo mundo inteiro. A voz do Luis Filipe Costa e do Joaquim Furtado, anunciadoras da Liberdade, a voz de todas as cantigas que marcaram as nossas vidas. O António Sala, o Fernando Alves e tantos e tantos outros que são parte de nós, da ra´dio e da vida inteira.
Esta terça feira veio uma grande notícia. Afinal, o governo vai recuperar o plano Ota-Alcochete. A primeira reunião é na próxima 5ª feira. Julgava estar morto e enterrado. Um bom pretexto para o PS de Santarém gritar contra nós as promessas não realizadas. Afinal, regressa! 5ª feira saberemos em que termos. Os jornais estão cheios com as notícias da chacina de Beja. Pedem-me duas estações de telivisão que vá comentar o caso. Recusei. Não percebo o que se passou. Não é caso único um tipo matar a família e a seguir dar um tiro na cabeça. Mas é único fazer uma chacina á catanada e passar a conviver com os cadáveres. Não percebo a cabeça deste homem. Faltou o suicídio para lhe identificar o momento de cólera, ódio, raiva e revolta. São 21 horas quando me despeço do Varejão. Esta noite vou agarrar-me a série para a TVI, arrumado que está o filme para a RTP. Vai ser uma história engraçada e acho que descobri meia dúzia de personagens bem conseguidos. Sei que o meu filho, o Luis, vai defender 6ª feira o planode tese de doutoramento em robótica. O júri é da Universidade Nova e da Universidade de Estocolmo. Gostava tanto de estar com ele, Santo Deus!
Julgo que a riqueza maior que podemos acumular é ver este caminhar dos filhos pela vida. Vê-los crescer, reconhecer-lhe as qualidades de trabalho, de dedicação, de força de viver. Não há riqueza maior, nem felicidade maior. Tornaram-se em dois engenheiros reconhecidos por esse mundo fora. Vi-os arrancar com a sua empresa de robótica pesada. Há dez anos. Eram quatro engenheiros portugueses. O Luis, o Nuno e mais dois colegas. Hoje são 61 engenheiros. A esmagadora maioria portugueses que se espalham pelas fábricas de automóveis e aviões do mundo. Levam a engenharia portuguesa bem longe. Parceiros das grandes marcas internacionais, reconhecidos pelo prestígio do seu trabalho. É um orgulho que não consigo disfarçar. Nenhuma das vitórias ou sucessos da minha vida me dá tanto prazer como esta afirmação dos meus filhos - os meus putos como ainda os trato - apesar dos quase quarenta anos de vida.
5ª feira chega com a notícia da lei dos compromissos aprovada pelo governo. Toda a dmnistração pública proibida de fazer despesa sem receita cabimentada. Ou seja, a paralisação completa dos serviços das autarquias. Ou as autarquias são tratadas com a mesma consideração que o Governo da Madeira ou esta lei dos compromissos vai liquidar mais de dois terços do poder local. Com o crédito cortado, sem tesouraria, não há discursos de aperta o cinto que nos valham.E com o garrote, vão para o charco as economia locais. Uma coisa é viver com dificuldades, outra é ficar asfixiado. mandei preparar os documentos para o saneamento financeiro de Santarém. Entra a lei dos compromissos em vigor e no dia a seguir o pedido de saneamento financeiro.Hoje o dia foi longo. Acabei numa conferencia em Lisboa sobre a crise a insegurança. Estavam cerca de seiscentas pessoas. Correu bem.
6ª feira - acordo com duas notícias. O último pacote de análises clínicas informa-me que o meu intestino grosso está a melhorar. E sei que o homicida de Beja se suicidou. Assim a história bate certa. Não é suportável para nenhum ser humana cometer aquela barbárie e continuar o prazer de viver. A TVI convida-me para comentar o caso e aceito. O acordo Ota-Alcochete que ontem foi discutido entre o Secretário de Estado e as autarquias está novamente em pé. Propõem o governo alterações em função das dificuldades do país. O Plano de Acção tem de estar actualizado até ao fim do ano. vamos propôr a alteração de alguns pontos daquilo que cabia a Santarém e incluir o cluster do cavalo. É uma boa notícia. Vem atrasado - quase ano e meio - mas vem a tempo. É sempre tempo de acrescentar competitividade á região e abrir um sinal de esperança na depressão em que mergulharam os dias do país.
Sinto-me cansado. A semana foi intensa mas produtiva. Com bons e maus momentos. Sempre com muito trabalho. São 21.30 quando saio de perto da Judite de Sousa e abandono os estúdios da TVI. Vou dormir, Este fim de semana vai ser dedicado á minha série para a estação de Queluz. Sem pausas. Talvez só com pausas para estar ou falar com os meus filhos. Para a semana faço anos e recuso-me a fazer mais de 18 anos, como escreveu o poeta José Gomes Ferreira. E por isso, vou tornar a fazê-los em paz com aqueles que mais amo. Saciado de trabalho e afecto.
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
Adeus, Domingos, até sempre! Bem Vindo, Sá Pinto!
É com pena que vejo partir Domingos. Um talento que não teve sorte. Apenas isso. Chega Sá Pinto. Esperamos que ponhas a fera a rugir. Boa sorte!
sábado, 11 de fevereiro de 2012
Nuno Serra : Parabéns!
O deputado Nuno Serra venceu hoje as eleições para a Comissão Concelhia do PSD de Santarém sem um único voto contra. É com jovens deste calibre que se constrói o futuro. Gente sem medo do trabalho e de servir a causa pública. Gente que faz e sabe o valor do trabalho generoso e dedicado. Sem pensar no seu umbigo. Com as pessoas no coração. Parabéns!
Uma pessoa passa-se! Duas secas no Funchal!
Pára com as poses,pá!! Vais ao Funchal para seres comido por um borreguinho?! Levanta o rabiosque e corre, pá! Ou agora entraste no mundo dos que falama,falam e não fazem nada!? Faz-te á vida, pá!
João Leite - Parabéns!!
O Dr. João Leite, vereador da Câmara de Santarém, foi hoje eleito coordenador nacional dos jovens autarcas do PSD. É um prazer e uma alegria ver o valor deste jovem quadro reconhecido pelos seus pares. Parabéns, João! Como vê o trabalho, e só o trabalho, compensa as caminhadas ao serviço dos outros. É por ele que é reconhecido e pela sua verticalidade e determinação. E um exemplo de gente com categoria que Santarém tem estado a produzir. Parabéns!
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012
As Horas e os Dias II
Segunda feira acordou fria. Uma aragem gélida varre a praça do Municipio e arrasta as folhas secas que se desprendem das águas sequiosas. Temo que os danos materiais da crise sejam agravados por esta crise meteorológica que traz frio mas afastou a chuva. A seca começa a ser uma ameaça séria e só Março e Abril nos trazem esperança. Os campos, os animais, as cidades necessitam de água como pão para a boca. E começa a ser tarde quando as notícias já nos informam de barragens com menos de 50% de armazenamento. É sobre água o comunicado do PS de Santarém que um dos vereadores me entrega de manhã. A eterna lengalenga de saudade sobre as Águas do Ribatejo, o mesmo sentido de traição em relação a Santarém e ao seu património. Um património que queriam alienar por tuta e meia tendo compensação fundos comunitários e uns trocos. Santarém ficou com o património, recolheu os fundos comunitários, consolidou a obra de saneamento, estrutural e estruturante e nem uma palavra de gratidão pela cidade e pelo concelho que juraram defender e servir. Nem uma! Ao serviço do Partido antes de qualquer interesse. Ao serviço dos designios pessoais antes de qualquer juramento. E como a banalidade é que dá boa conversa, vá de comunicar banalidades sem um pingo de sensatez. E muito menos de boa fé.
A reunião de Câmara correu normalmente.Durante a tarde decorrem as reuniões da agenda. Ainda recebo os presidentes de Vaqueiros e de Stª Iria que me apresentam abaixos-assinados contra a extinção das suas freguesias e pressinto que esta resistência vai continuar sem que se debata a fundo como fazer esta reforma sem ser imposta pelo Governo. Fico a saber que a comissão eleita pela Assembleia Municipal só ainda reuniu uma vez e dizem-me que o líder concelhio do PS, que lidera o grupo socialista, apresentou escusa da comissão. De facto, a retórica e o maldizer é bem mais fácil do que o trabalho sério de reflexão sobre a organização administrativa do concelho. Veremos no fim como estridem os gritos de protesto contra qualquer reforma ou qualquer alteração. Nos panfletos e nos protestos é que está a mais valia da política. Julgam eles.
Recebo o sms da Alberta Marques Fernandes. Hoje, no Justiça Cega vamos discutir o Mapa Judiciário. Não tive tempo para terminar a leitura. São mais de trezentas páginas. Centro-me nas linhas mestras da reforma. Sinto, e penso, que o país tem demorado nestas reformas - autarquias e comarcas - adiando eternamente decisões. Duas delas são precisamente estas. Por cada dia que passam, degradam a funcionalidade da Justiça e não actualizam as competências territoriais do municípios, acrescentando-lhe escala e competitividade. Reformas sempre adiadas. Desde o tempo em que não havia metrópoles e os conceitos de organização da pólis ainda se fundavam nas teoréticas de Max Weber. Mesmo com os movimentos migratórios e as alterações demográficas enfiando-se pelos olhos dentro, com as novas reconfigurações urbanísticas e funcionais das cidades alterando centros e territorialidades.
Terça feira, o dia começa bem. Começou a ser construída a rosácea do convento de S. Francisco, oferecida, por mecenato, pelo Montepio. Está marcado o assentamento para 10 de Junho. Recebo o Dr. Conde Rodrigues. Não o via desde que foi Secretário de Estado.Gostei de o ver. É uma pena ter abandonado a vida política. É um homem de valor. A minha filha Matilde telefona-me. Vai entrar nas Olímpiadas da Química. É uma excelente ideia esta. Depois das Olimpíadas da Matemática, surgem as da Física-Química. Mobilizar os putos em torno da aprendizagem e do conhecimento, entregando-lhes passatempos úteis, é um projecto que tem vindo a fazer o seu caminho.Não tenho dúvidas que é a aposta mais séria no futuro: aprender, saber mais, conhecer mais nunca abandonado o caminho da solidariedade. Um caminho que hoje não tem norte. Crivado por angústias, ressabiamentos, amarguras. São os putos que vão salvar o país deste estado de espírito espúrio. O Comandante da GNR apresenta o novo dispositvo de policamento de proximidade. São sete horas da tarde. No salão nobre da autarquia expõe os principios metodológicos aos presidentes de Junta de Freguesia de Alcanede, de Tremez, do Vale de Santarém, da Póvoa da Isenta, de Almoster, de Alcanhões. É um modelo simples e eficaz que recebe o apoio de todos eles. Fico satisfeito por ver gente implicada no serviço público sem vontade de complicar. Quer as Juntas quer a GNR. Espero que os resultados sejam bons. O despacho persegue-me. Ainda falta dois montes de papel. São quase 21 horas quando me despeço do Vitor Varejão á porta do Palácio do Provedor das Lezírias. O frio continua a roer nos ossos e espera-se agravamento da situação. Sem chuva. Hoje vou agarrar-me ao meu filme 'A Festa'. Comecei e recomecei no fim de semana. Não batia certo. Á terceira tentativa arrancou. Esta noite dou-lhe um avanço grande. O meu romance sobre Luisa de Gusmão continua a olhar para mim. Mas o padre António Vieira, que entra na história, delicia-me. É um dos grandes mestres da nossa Língua. Lê-lo é um vício e uma grande aula de Português.
4ª feira - Dormi pouco. Talvez perto de quatro horas. Envolvi-me com o filme e não descolava. Saíram-me 15 cenas bem esgalhadas. No próximo ataque, fica despachado. Ainda bem que o café não faz mal ao intestino grosso e aos seus padecimentos. O vereador João Leite acaba de me informar que vai ser candidato a coordenador nacional dos jovens autarcas do PSD. Agrada-me a notícia mas não me surpeende. O João tornou-se num grande vereador, reconhecido dentro e fora do conselho. Este reconhecimento nacional que vai receber entre os seus pares é merecido. Almoço na Assembleia da República com o deputado Nuno Serra. Cumprimento muitas caras conhecidas. Algumas que não via há anos. Á nossa frente almoça a deputada Idália Serrão com o filho. Está um matulão. Os putos quando desatam a crescer, parece que são objecto de uma explosão que os estica em poucos meses. Cumprimento-a. No fim do almoço vem despedir-se e, a brincar, atiro: Temos estado a preparar a campanha contra si à Câmara de Santarém. Ela responde com humor e afasta-se. A verdade é que há necessidade de discutir a reforma administrativa do país e do concelho. Trabalhou-se bem. Dei os parabéns ao Nuno Serra pela recandidatura á Comissão Política do PSD. Outra das grandes mais valias, trabalhador e determinado, que se tem formado em Santarém. E regresso á cidade. Tenho reunião com os vereadores e funcionários superiores da autarquia. É dia de ponto da situação sobre os trabalhos da edilidade. Corre bem. Há trabalho bom em desenvolvimento. As escolas estão todas já equipadas com quadros interactivos, um salto qualitativo para aprendizagem dos miúdos. É uma verdadeira revolução no concelho.Todo o trabalho que podíamos fazer sobre as barreiras de Santarém, está pronto.Basta agora que o Governo queira avançar. E devia aproveitar os fundos comunitários. Ou consolida agora as barreiras com dinheiro europeu ou então...só quando houver mesmo uma tragédia. Preparo depois a reunião que vou ter no dia seguinte no Ministério da Justiça. É com o Secretário de Estado. Os tribunais continuam, agora, com mais vigor já que a Reforma do Mapa Judiciário está na rua. Tenho uma afinidade com ele. Fomos os dois condecorados no mesmo 10 de Junho pelo senhor Presidente da República. Um momento da nossa vida que ninguém esquece. E é um bom homem. Sério. Cauteloso. Preparo-me bem e vou para casa. Deixo o Varejão com a família que o foi buscar á Câmara. Passa das oito da noite e o filho mais novo, o Zé Pedro, um reguila de palmo e meio, brinca e corre indiferente ao frio. Tenho de estudar História com a Matilde. E estou motivado para terminar o filme para a RTP. Não sinto a insónia da noite anterior. Vai ser outra madrugada.
5º feira - Terminei o filme ia para as 3,30 da manhã. Não conseguia largar. Os diálogos saltavam naturalmente. Quando as personagens começam a pedir acções, o escritor perde o comando do psicodrama. São elas que comandam. Nessa altura deixámos de ser autores. Passamos a encarregados de educação dos personagens. É o climax de uma narrativa. A tensão que se gera entre quem escreve e é escrito. Hoje vou revê-lo. Corrigir e enviar. Ficou pronto.
Duas reuniões de manhã. São nove horas quando sei que o projecto de consolidação da igreja de Stº Iria está pronto. É preciso dar andamento áquela obra antes que um dos mais monumentais mosiacos de azulejaria do país caia por terra. Foram décadas de desleixo com a igreja a afundar-se. Chegou a hora. O IGespar aprovou. Liga-me o antigo Presidente Paulo Caldas. Quer saber da minha saúde e dar dois dedos de conversa. Está no banco. A trabalhar e, como depreendi, com prazer. Marcámos almoço para a próxima semana. Almoço, é como quem diz. Arremedo de almoço. Amanhã é dia de TAC e sei que vai correr mal.
A reunião com o Secretário de Estado foi amena e construtiva. Preencheu a tarde e umas boas horas de discussão. Que ficou a meio. Vai continuar em Santarém, ainda este mês, durante a visita que vem fazer ás obras dos tribunais. São quase seis horas da tarde quando saio do Ministério. O Tejo está crispado pelo vento raso que gela quem atravessa o Terreiro do Paço. E encontro o Eduardo! Velho companheiro de faculdade que me anuncia a reforma. Há quanto tempo não via este companheirão!? especialista em múltiplas quando fazíamos totobolas a meias. Celebramos a reforma dele e o reencontro com um café no Martinho da Arcada. É sempre como um regresso a casa quando aqui entro. Os pastéis de nata fofos, caseiros. A omnipresença de Fernando Pessoa. A amabilidade de sempre dos funcionários, velhos amigos, passageiros comuns de encontros e desencontros que apaioaram tertúlias, conferencias e debates. Despeço-me do Eduardo. Comprou casa no Algarve e vai gozar a reforma para bem longe dos quase quarente anos de trabalhos e problemas. Que Deus lhe dê saúde e imaginação para as suas apostas múltiplas que continua a fazer.
O cansaço rói-me os ossos. Decidi que revejo o filme amanhã. Preciso de dormir. Levo as cartas de António Vieira para a cama. Sei que amanhã é um dia duro.
6ª feira - Já é a terceira vez que faço esta TAC.Deixa-me de rastos. Não por causa do exame, que não passa de um mero exame radiológico, mas por causa do contraste. Cinco copos enormes daquele líquido sabendo a aniz que se bebe em meia hora e depois nos passar o dia com vómitos, desfeito do estômago, desfeito da prostração, enjoado, desfeito em papas. Sem forças. Sem energia. É a razão pela qual as minhas horas e o meus dias vão ficar por aqui.
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