quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Estou doente mas bem,obrigado!


Sabem o que é uma diverticulite? Nem queiram saber. É assim, uma espécie de infecção no intestino grosso que nos impõe uma dieta horrível, que nos atira abaixo com febre, que nos rouba as forças e, ainda por cima, incomoda sériamente. Se nos descuidarmos pode matar. Se tormarmos precauções, vive-se com decência. Confesso que aturei esta companhia nos últimos meses, quase em segredo, até porque achava graça ao nome: diverticulite! Conseguia trabalhar, escrever, suportar o ritmo de trabalho, viver com a mesma paixão com que percorri a vida. Sem desistir e servindo com a mesma determinação de sempre.
Porém, o médico - há sempre um médico que embirra com a vontade de um homem - acabou com este faz de conta e impôs o meu internamento. Três dias a pastar antibióticos. A meter para a veia! Pronto, é só isto.  Daqui a três dias regresso. Não se incomodem, coisa que me dá jeito pois o meu telefone não pára de tocar.  E dava-me jeito que não tocasse. Ao menos posso gozar a 'pedrada' com mais calma. Daqui a três dias estou de volta e tenho a certeza de que a única coisa que me vai doer, eventualmente, será algum desaire do meu Sporting. Um abraço comovido a todos os que puseram as últimas horas da minha casa e do meu telemóvel em alvoroço. Ainda não é desta! Gozem um bom fim de semana. E obrigado pelo silêncio.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Solidariedade com os benfiquistas!

Calhou-nos o Marítimo para a Taça de Portugal. Vingaremos a mágoa benfiquista pela eliminação num gesto de boa vontade natalícia!!

domingo, 4 de dezembro de 2011

Filme 'Encosta-te a Mim'

O meu filme Encosta-te a Mim já está a ser rodado para a RTP. O Protagonista é o Vitor Norte. O Realizador é o Lourenço de Melo. O Produtor éo Luís Fialho Rico. Três nomes que dão garantia de sucesso e bom gosto.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

O Estripador des Lisboa apareceu!


Quase vinte anos depois de uma onda de terror atravessar a noite de Lisboa devido a uma sucessão de assassinatos de prostitutas, o Estripador de Lisboa (como ficou conhecido) surgiu á luz do dia. Pelo menos parece ser ele, depois de ouvir as confissões que relatou á jornalista Felícia Cabrita e que a RTP transmitiu. Foi um tempo de fúria. O Director Geral da PJ era o agora jubilado juiz conselheiro Mário Mendes. Eu trabalhava junto dele e recordo-me do alvoroço que despertou nas brigadas de Homicídios, então chefiados por um polícia notável, o Coordenador João de Sousa.
Trabalharam-se noites e dias sem limite, pesquisando tudo, colocando todas as hipóteses, procurando crimes análogos no estrangeiro. A brutalidade dos crimes,com as vítimas esventradas, e o forte impacto jornalístico, alarmou a cidade e escreveram-se as histórias mais desencontradas sobre o caso. Eu próprio, com o Luís Filipe Costa acabei por escrever a série Os Polícias, para a RTP, tendo o Estripador de Lisboa como fonte inspiradora. Teve um êxito extrarodinário e boa parte dele deve-se ao fascínio que o conjunto de crimes provocou na sociedade portuguesa.
Agora surgiu quando os homicídios que cometeu em Lisboa já prescreveram, embora ainda esteja em condições de  ser julgado por outros homicídios que terá cometido quer em Portugal quer na Alemanha. Para já está preso. O mito desvaneceu-se.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Adeus Vitor, até um dia!


Escrevo seis horas depois de me ter despedido de ti. Estavas rodeado por excelentes médicos que fizeram tudo para te salvar e havia desalento nos seus rostos. Teimaste em partir depois de tantos esforços clínicos e mesmo quando te segurei a mão, procurando puxar-te para a Vida, suplicando o teu nome para que regressasses, a Morte omnipotente e silenciosa, levou-te para o lugar do céu onde habitam os homens bons. Mal sabia, no dia em que te convidei para seres vereador na minha equipa, que este mandato seria tão bruscamente interrompido por uma única hora! Uma hora foi suficiente para que se instalasse a dor do teu peito e para que findasse defintivamente. Uma hora!
Quero sublinhar as tuas qualidades de Vereador, a quem Santarém tanto fica a dever, mas as lágrimas que não chorei desde que partiste varrem-me os sentidos e as memórias. Das noites de tensão e sofrimento para que o convento de S.Francisco fosse pedra renascida na nossa cidade. Dos dias de trabalho intenso preparando o Dia de Portugal e de Camões, sem dormirmos, sem comermos, vivos e inteiros respirando a força da Cidade. Das tuas ideias para inventar dinheiro e incrementar iniciativas que fazia nascer do teu amor por Santarém. Dos concertos de órgão, da Rota das Catedrais, dos Pequenos Cantores de S.Francisco, das homenagens a Santareno, do teu investimento tão apaixonado nas hortas sociais, no apoio aos que mais sofrem, orgulhoso da terra que ajudavas a governar com tanto talento como paixão, da amargura perante o contigentes de pobres, cada vez mais pobres, que esta maldita crise tem trazido até nós. Foram tantos dias e tantas noites e, agora, que tudo acabou, sinto que foram tão poucos dias e tão poucas noites que sinto uma pobreza imensa dentro de mim.
Vai ser duro conviver sem o líder apaixonado que dirigia equipas entusiasmadas. Ainda mais duro porque és um dos raros homens que trabalhava com a cabeça e com o coração. Inteligente. Culto. Solidário! Que eras grande para saberes emocionar-te com as pequenas e grandes coisas que realizávamos, que tu realizavas e comigo partilhavas num entusiasmo deslumbrante, indiferente á mediania do pensar que procurava remeter para a mediocridade a força da invenção deste amor sem limites a um povo inteiro.
Perdi outro amigo. Um grande amigo cuja partida me despedaça o coração. Nem Santarém sabe como perdeu um homem de generosidade sem limite,trabalhador sem horas, defensor militante das causas maiores de um concelho tão nobre.
Bastou uma hora! Numa hora que teve um princípio e terminou no infinito. No infinito da tua Matemática que teimavas em recusar que não se confundia com o infinito da minha Metafísica. Esta discussão iremos continuá-la depois, quando nos encontrarmos no Infinito, para voltar a trocar o abraço fraterno do novo e decisivo reencontro. Por agora, deixo a tua mão. Ficas guardado no centro da memória fraterna, entre outros amigos que já partiram, á espera do Tempo semeado de saudade e de tristeza, mas com Santarém eterna na alma e nos sentidos.
Adeus, Vitor Gaspar! Adeus meu breve e intenso companheiro de jornada. S. Francisco, o nosso S.Francisco bem sabia, 'que é morrendo que se vive para a Vida Eterna' e nela, um dia, havemos de nos encontrar!

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Encosta-te a Mim


Terminei!! Há três meses comecei a escrever um filme por causa de uma canção. Encosta-te a Mim do Jorge Palma. A letra leva-nos por vários caminhos. Levou-me pelos caminhos de uma história sobre as relações de um puto com o pai, tocadas pela toxicodependência. Está certinho, bonito e forte. Brevemente será mesmo filme. Regresso á minha Luisa de Gusmão. Daqui por um ano estará nas bancas, se as noites continuarem a ser assim, longas e exaltantes, e a saúde não faltar.