domingo, 27 de novembro de 2011
terça-feira, 22 de novembro de 2011
Encosta-te a Mim
Terminei!! Há três meses comecei a escrever um filme por causa de uma canção. Encosta-te a Mim do Jorge Palma. A letra leva-nos por vários caminhos. Levou-me pelos caminhos de uma história sobre as relações de um puto com o pai, tocadas pela toxicodependência. Está certinho, bonito e forte. Brevemente será mesmo filme. Regresso á minha Luisa de Gusmão. Daqui por um ano estará nas bancas, se as noites continuarem a ser assim, longas e exaltantes, e a saúde não faltar.
quinta-feira, 3 de novembro de 2011
Quando a Política está de cabeça perdida
Somos testemunhas de um tempo único. Os últimos acontecimentos na Grécia e a reacção europeia é bem reveladora da desorientação que se apossou deste sonho europeu que, velozmente, se está a transformar em pesadelo.A Política interesseira, mesquinha, com dimensão paroquial, mesmo que a paróquia seja do tamanho de um país, estrebucha. A Vida, com as suas vitórias e derrotas, é bem mais forte do que os medos da Srª Merkel face ás eleições que brevemente tem de enfrentar (assim como o senhor Sarkozy) e todos os bandos de salteadores que se escondem no eufemismo dos Mercados. Bastou a Grécia declarar que ia referendar o sacrifício para a União Europeia revelasse a desunião. E agora, vinte e quatro horas depois, quando o governo já desistiu do referendo, o susto foi tal que não se sabe quando a confiança regressa. Afinal, que fez o grego? Levantar a hipótese do Povo se pronunciar sobre este assalto dos 'Mercados' (palavra estranha para designar especuladores). Quando o Povo é mártir que raio de razão existirá para que não seja consultado sobre outros caminhos? Porque o outro caminho é o abismo, responde o coro. Talvez seja outro abismo.Mas este, onde nos encontramos, já é tão profundo que não conheço um único vaticinador que garanta o dia em que deixaremos de pensar o futuro com amargura. E já agora com sentido de Liberdade, coisa que entregámos sem luta, servos de um tempo em que a omnipotência dos 'Mercados' destrói a vida de milhões e desfaz as perstivas de futuro de muitos mais milhões. Afinal, para que serve o Povo? E neste caso, o Povo Grego? Talvez se saiba daqui por mais algumas semanas depois deste psicodrama bacoco e ridículo que esta semana varreu a Europa. Até, ajoelhemos e louvemos as virtudes dos 'Mercados'. Ámen
terça-feira, 11 de outubro de 2011
Dois Anos, Três Escolas
Faz hoje dois anos que ganhámos as eleições para a Câmara de Santarém. A maior vitória alguma vez conseguida por uma força política nesta capital. Quisémos celebrá-la abrindo um novo centro escolar. O Centro Escolar Salgueiro Maia. E iniciando as obras num outro centro escolar, no Sacapeito, que estará terminadas para finais de 2012. Já neste mandato tinhamos construído o Centro Escolar de Alcanede e em Janeiro virá o quarto - Santarém Norte. Ao todo são perto de 12 milhões de euros de investimento.
Nestes dias tenho procurado fazer o balanço destes anos.Desta viagem que iniciei com 52 anos.A minha filha tinha 7 anos, o meu neto mais velho tinha 3. Recordo-me do dia da posse do primeiro mandato. De ladear o Jardim da República para evitar os toxicodependentes e prostitutas que ali se acoitavam e sabia do trabalho, da imensidão de trabalho, que estava á nossa espera. Era tanto que os primeiros quatro anos passaram em vertigem. E agora, passaram dois e parece que foi ontem. Poderia olhar para trás e fazer a apologia do que fizémos e de como mudámos Santarém.Foi tanto o trabalho realizado, foi tanta a energia concentrada e reinventada para transformar e dar competitividade ao concelho que seriam páginas inteiras de exemplos, de obras, de entusiasmos, de alegrias e de tristezas.
Nestes dois anos, não tivémos só de enfrentar problemas previstos. Tivémos de enfrentar uma crise que, sendo previsível, as dimensões são devastadoras para o país. A amargura e a incerteza habita em milhões de homens com destino e futuro incerto. No nosso destino e no nosso futuro cheio de incertezas. Mas sendo essa a preocupação central que marca as nossas vidas, sendo uma batalha desproporcional entre quem resiste e o verdadeiro 'tsunami' financeiro e económico que abrasa a Europa e, em particular, Portugal, apenas da serenidade pode responder a estes momentos dificeis e deixar que nos revelemos. É nestes momento de maior dificuldade que os homens se revelam. Na sua grandeza ou na sua mediocridade. Emaranhados nas sua revoltas e insurreições interiores ou seguros, firmes, serenos, olhando a tempestade de frente. Aprendi isso na PJ. Quando a morte rondava, quando os limites eram testados, a resposta era sempre a mesma: desafiar o risco com a serenidade que a coragem nos dá. Controlando o medo, agindo sobre a Vida para que ela sirva, servindo o bem público. E sei, um saber do coração, que haveremos de vencer esta tempestade. Para que os nossos putos tenham direito á felicidade.Apesar de tudo, nesta hora de balanço, por Santarém, em nome do juramento que fizémos em bem servir, aí estamos entregando futuro a quem precisa de um país mais próspero e preparado.
Hoje a minha filha tem treze anos. Nela revejo a alegria de todos os miúdos a quem temos dado Santarém e, como repito todos os dias nas minhas preces, sei que os meus netos, os nossos netos terão orgulho na obra e no caminho que lhe deixámos para andar. Viva Santarém!
sexta-feira, 7 de outubro de 2011
Novo Relvado em Santarém
Domingo, dia 7, abre mais um novo relvado sintético na Moçarria. A seguir será Pernes e Alcanede.Cumpre-se um velho sonho. Está certo! Um investimento de cerca de 300 mil euros da Câmara e do Qren. Vamos á vida que ela não se compadece de quem não a ama e só sabe lamentar-se!
quarta-feira, 5 de outubro de 2011
Novo Conservatório de Música de Santarem
O Conservatório de Música de Santarém tem um longo e prestigiado passado. Nasceu mal instalado e, embora nunca tivesse deixado de produzir bons músicos, cresceu torto, metendo água pelos telhados, uma espécie de colmeia, que produzindo mel, apertava em claustrofobia músicos, professores, alunos. Apenas a música se soltava livre e encantatória. Durante quase duas décadas não houve autoridade local e nacional que não reconhecesse a necessidade de entregar ao Conservatório um fato decente. Mas sempre a promessa saía adiada. Ou eram as novas instalações ou era o equipamento ou era a falta de dinheiro ou a vontade política, muito portuguesa, de reclamar, de mostrar indignação, protestar mas sempre cómodamente instalados na mesa do café, na assembleia municipal ou em qualquer sede partidária de maior radicalismo indignado. Por vezes, no meio desta crise de valores, não se consegue conter um sorriso perante tão veementes opiniões...confortávelmente instaladas. No fundo, no fundo, julgo que este adiamento sucessivo se deveu a uma única razão: a esmagadora maioria dos protestadores, intencionados, motivados, crentes e descrentes não gosta de música. Bem sei o que oiço e leio quando a música escorre por Santarém. Não gosta, pronto! Não gosta dos mistérios das pautas, da organização de notas que esvoaçam e não se conseguem meter no bolso, embora com muitas palmadinhas nas costas, o Conservatório que se governasse,os professores que aguentassem, os alunos que se esforçassem, mas que tinham muita pena, tal e tal, e como sempre a culpa era da Câmara.
Devo confessar que recebi a autarquia, quando fomos eleitos. sem sentir qualquer culpa. Mas gostando de música, uma das paixões mais intensas que determinam a minha vida. E avançámos. Com muitas dificuldades é certo. Os projectos de som eram complexos e sofisticados. Era preciso arrumar espaço e criar outros espaços para grupos culturais. Olhares desconfiados, palavras cépticas, tanta promessa, tanto acto solene, tanta declaração de princípio e, agora, era este executivo (que por ser apoiado pelo PSD forçosamente tinha que ser contra a música, pois a a música é um património da Esquerda. Wagner, Mozart, Beethoven, tudo rapaziada de verso e notas ligeiras e militantes) que ia fazer o novo Conservatório?! Tretas!
Inauguramo-lo amanhã, dia 6 de Outubro, com a presença do Secretário de Estado da Cultura, Francisco José Viegas. 960 mil euros de investimento, parte do QREN, a restante parte da Câmara Municipal e a alegria de saber que a música continua a nascer no ventre de Santarém. Mais limpa, mais liberta, mais segura e, de certeza, mais bela. A promessa cumpriu-se, com muito trabalho é certo, e vai ser um dos dias mais felizes da minha vida á frente da Câmara Municipal de Santarém. Ainda por cima, é um modelo de qualidade, uma escola viva. Que professores e alunos a disfrutem com prazer. Nós esperamos o prazer dos seus concertos. Nada mais exigimos em troca.
quinta-feira, 29 de setembro de 2011
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